segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Plano Boa Vida - Assistência Familiar da Haas


                    Boa Vida é um plano de assistência familiar que no momento do falecimento do ente querido, ouve, acolhe e orienta quais os procedimentos a serem tomados.
Muito mais do que uma empresa, o Boa Vida é uma família pois em vida o cliente pode utilizar a rede de parcerias com descontos variados e pode utilizar durante 3 meses gratuitos os materiais de recuperação.

                  O Boa Vida chegou em Blumenau em novembro de 1998, com o propósito de levar direcionamento a família no momento do falecimento.
É complicado falar que queremos amenizar a dor da família, pois por mais que é oferecido o melhor atendimento, a melhor atenção e carinho para a família enlutada, a maioria dos clientes queriam mesmo é seu ente querido ali, inteiro, saudável. A dor da perda é singular, forte, avassaladora e é realmente enfrentando-a que será possível criar uma nova rotina sem a presença do ente querido.
Através da nossa equipe multidisciplinar composta por colaboradores que realizam assessoria no velório, por motoristas que levam a família no cartório e pela assistente social e psicóloga o Boa Vida se consolida cada vez mais no mercado de assistência familiar do Vale do Itajaí. E os colaboradores citados acima, fazem parte do Serviço Social, setor esse que é o coração do Boa Vida!



Foto dos colaboradores do Serviço Social:





Foto da fachada do Boa Vida
Rua São Paulo, N. 561, Bairro: Victor Konder, 
Blumenau - Santa Catarina - Cep: 89012-001
Telefone: (47) 3222 9999




Logomarca do Serviço Social Boa Vida:




Colaborou Tássia H. de Deus - 
Assistente Social do Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

As pessoas de quem devemos fugir ...


Mesmo que venham disfarçadas de "boas intenções" certas atitudes diante do luto alheio são terríveis. A escritora americana Erin Donovan descreve, com humor ácido e explícito, o tipo de pessoas de quem deveríamos nos manter bem longe

Entre tantos tabus que cercam a morte e o luto, o humor é um dos mais julgados e (injustamente) considerado inadequado. Acredita-se que não se pode brincar diante da morte. Nem rir de si mesmos e fazer piadas sobre a própria dor. No entanto, como já contamos aqui no post Rir para não chorar, o humor ajuda. Muito. Pode nos tornar mais fortes e resilientes. Um ótimo exemplo de como usar o humor e a ironia a nosso favor é uma “lista negra”, publicada no site americano Modern Loss (muito bom, trata do luto de forma bem livre, direta e sem papas na língua), intitulada “As 11 pessoas que você vai encontrar no inferno”. A autora, a produtora de filmes documentários Erin Donovan, norte-americana, perdeu a mãe em um acidente de carro em 2015 e usou uma boa dose de sarcasmo e humor para descrever os tipos de pessoas mais indesejáveis (e, infelizmente, tão comuns) nos momentos de grande tristeza, que se aproximam dos enlutados para falar coisas que você não quer, não deve, nem merece ouvir. Todos nós já conhecemos um, estivemos com alguns deles (ou talvez , mesmo sem querer, já tenhamos agido assim). A lista de Erin, além de explícita e cortante, pode nos ajudar a fugir dessas pessoas ou, no mínimo, nos ensinar a não agir como uma delas. Selecionei, entre os 11 “eleitos” da autora, alguns particularmente desagradáveis. A lista completa (em inglês) está no site Modern Loss (11 people you meet in hell) e no site Medium.





1- Os competidores nas olimpíadas da tristeza

Não importa o que tenha acontecido com você, algo muito pior aconteceu com eles. Ou com alguém que eles conhecem, ou com alguém de quem ouviram falar ou viram uma vez no Facebook. Estas pessoas nunca desistem da competição e jamais calam a boca.

2- Os fiscais de sentimentos

Verdadeiros experts em psicologia vão dizer que o luto é complicado. Mas não repita isso a alguém que já está morto por dentro. Estas pessoas vão tentar fazer você se sentir o pior ser humano do mundo se estiver fazendo qualquer coisa além de comprar véus negros ou tentando se atirar dentro de um caixão. Ninguém pode dizer se você está ou não vivendo o seu luto corretamente. Você está autorizado a ter bons e maus momentos. Está autorizado a não chorar se não estiver com vontade. Você está autorizado a estar em choque. A sentir tudo. A não sentir nada. A rir do que quiser. Você está autorizado a ter seu minuto de descanso e simplesmente não pensar na morte.

3- Despachantes e minimizadores

Essas pessoas não são capazes de estabelecer uma intimidade emocional ou suportar o desconforto, então tentam despachá-lo rapidamente para a “normalidade”. Não existem platitudes suficientemente vazias ou idiotas para essa gente. Aqui estão minhas menos favoritas:

“o tempo cura todas as feridas”; “Deus não dá mais do que você pode suportar”; “quando uma porta se fecha, uma janela se abre (será que isso quer dizer que alguém tem que sair pela janela para escapar da situação atual? Quem quer isso??)

Essas frases só servem para dar a quem as diz a oportunidade de contornar seu sentimento de impotência. As pessoas podem se sentir desconfortáveis por dois minutos e não morrer. De verdade, não é pedir muito.

4- A brigada do “pelo menos”

De verdade, qualquer declaração que comece com “bem, pelo menos…” não devia se feita em voz alta. Nunca. Simplesmente, não. Isso se aplica a qualquer contexto em qualquer situação. Nunca diga isso para ninguém e definitivamente não diga a ninguém que tenha experimentado uma perda importante. Empatia não é um recurso limitado, não precisa poupá-la. Minha única resposta para pessoas que me “lembram”que existem crianças famintas ao redor do mundo é “você parece não estar fazendo muito por elas também”.

Nota de rodapé: Eu digo “pelo menos” para mim às vezes. “Bem, pelo menos minha mãe não sofreu muito”, “pelo menos ela tinha um bom seguro’. É ok você usar o “pelo menos”para si mesmo de vez em quando. É parte da racionalização da perda radical que experimentou. Mas ninguém mais pode dizê-lo para você. Em nenhuma circunstância.

5- Os enobrecedores 

Estas pessoas querem colocá-lo em um pedestal de bravura e fortaleza e falar por você mesmo quando as coisas estão em desordem absoluta. Usam palavras como “coragem”e “grandeza”e aparecem sempre em meio a atos de violência. Por que tantos repórteres perguntam a alguém que acabou de perder um ente querido assassinado se ele perdoa o assassino? Como isso ajuda alguém? Resiliência é algo que você desenvolve depois de uma perda, não o que precisa mostrar em seu pior momento.

Uma palavra conciliatória da autora sobre a lista das pessoas “que você vai encontrar no inferno”: muitas dessas atitudes lamentáveis estão tão presentes na nossa cultura que, quando possível, devemos tentar ser generosos com essas pessoas que são inadvertidamente horrorosas. Pessoas que se aproximam e se sentem desconfortáveis merecem o benefício da dúvida. São diferentes das pessoas que são horríveis e dizem coisas terríveis em momentos terríveis porque são horríveis em seu coração. Aprender a selecionar que tipo de mau comportamento você não pode permitir e qual você pode perdoar é um trabalho difícil e necessário. Mesmo quando você não está de luto.

Por Cynthia de Almeida 06/11/2017


Referência:

http://vamosfalarsobreoluto.com.br/post_helping_others/as-pessoas-de-quem-devemos-fugir/


Acesso em 28/12/2017

Colaborou Tássia H. de Deus
Assistente Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A mulher que decidiu enfrentar um câncer agressivo sem tratamento !


A história de Ana Beatriz Cerisara, que tomou a extraordinária decisão de não se submeter a tratamentos para enfrentar a doença em estágio terminal.


Ana Bea e a proximidade da morte (Egberto Nogueira/Imãfotogaleria/VEJA)


“Saí do hospital de luto pela minha morte.”

Era setembro de 2016. A professora gaúcha Ana Beatriz Cerisara fora internada para reverter uma colostomia, procedimento usado para a eliminação de fezes em uma bolsa. Ana Bea, como é carinhosamente conhecida, queria livrar-se do incômodo saco de plástico que trazia no corpo havia nove meses. Ao acordar da cirurgia, ouviu do médico que teria de continuar com o dispositivo, mas esse seria o menor de seus problemas. Incapaz de dizer as palavras certas, o cirurgião preferiu então lhe entregar um pedacinho de papel, onde se lia o seguinte: “Três lesões invasivas no intestino”. Ele havia detectado durante a operação três cânceres no intestino, uma quantidade raríssima de aparecer no mesmo órgão. Quimioterapia, radioterapia ou medicamentos pouco adiantariam. Uma cirurgia seria o tratamento possível, mas poderia resultar na retirada quase total do intestino. Nesse caso, Ana Bea passaria a se alimentar por via artificial pelo resto da vida.

Foi quando ela tomou a decisão que mudaria tudo: resolveu, ali mesmo, que não se submeteria a nenhuma cirurgia e deixaria a vida continuar seu curso natural. Ana Bea estava com 60 anos. Saiu do hospital de luto pela própria morte, mas reconfortada. “A decisão de abrir mão da cirurgia me deu calma”, conta ela, que conseguiu enxergar sua finitude com serenidade. “Estou pronta para morrer. Não estou desistindo. Apenas não quero ficar viva a qualquer preço.”

Reportagem realizada por Adriana Dias Lopes.


Acesse o vídeo do depoimento de Ana na íntegra:



Referência em: 


Acesso em 02/01/2018




Colaborou Tássia H. de Deus
Assistente Social Boa Vida

E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

2018 - Devemos abrir os olhos para contemplar a explosão de vida






       Na vida, nem sempre conseguimos enxergar com claridade tudo o que ocorre conosco ou ao nosso redor. Às vezes, olhamos a nossa existência por meio de ‘lentes’ que permitem entrever apenas pequenos lampejos de claridade ou, em alguns casos, nem isso. É quando a escuridão se estabelece e nos faz viver tempos sombrios. São momentos em que não conseguimos distinguir os fatos, temos dificuldades para fazer análises e perdemos o foco do que é mais importante. Nesses momentos, quando há falta de luz e claridade, quando contemplamos a vida sem brilho e opaca, é o momento de trazer à memória que, no decorrer dos anos, temos tido mais auroras do que eclipses e que a vida tem nos presenteado com pequenas fagulhas e faíscas que produzem calor para nos aquecer e luz para desembaçar os nossos olhos. 

       Precisamos permitir que nosso olhar seja capaz de dar significado ao vivido, porque mesmo aquilo que – num primeiro momento – se mostra opaco e vazio pode ser preenchido com novos sentidos. Devemos abrir os olhos para contemplar a explosão de vida que se esconde por trás da opacidade de alguns momentos do nosso viver.

Escrito por Dr. Clovis Pinto de Castro, que é membro do Corpo de Formação em Psicanálise do Instituto de Psicanálise Lacaniana – IPLA.


Referência:

http://caminhosdapsicanalise.com.br/devemos-abrir-os-olhos-para-contemplar-a-explosao-de-vida/

Acesso em 20/12/2017


Colaborou Tássia H. de Deus
Assistente Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

2017 está se despedindo de nós ...

Escrever para algumas pessoas é terapia, é libertador… Nós do Serviço Social do Boa Vida já escrevemos vários textos sobre o nosso trabalho, sobre o luto (segue links aqui: sobre planejamento - sobre pessoas que enxergam pessoas - sobre suicídio) entre outros tantos textos.
Para algumas pessoas colocar em forma de texto o sentimento, o que aprendeu faz com que a pessoa aprenda algo novo.
É disso que iremos falar neste final do ano sobre aprender.
Quem diria que trabalharíamos com famílias enlutadas? Que atenderíamos pessoas num ápice da pior dor do mundo?
Embora muitos atendimentos nos deixem fragilizados, às vezes tristes devido a situação do falecimento, poder ser “luz” para quem nos procura nos dá força para continuar a trabalhar nesse ramo.
Orientamos, resolvemos situações burocráticas para as famílias  e ouvimos muitas histórias de clientes. Histórias essas íntimas, delicadas, de amor, de alegria, algumas histórias tristes.
Como algumas famílias já nos falaram ‘levamos acalento, foco, direcionamento” para elas. Mas mal sabem elas o quanto aprendemos nesses 10 anos do Serviço Social do Boa Vida.
Todos os dias recebemos alguma lição de vida, da importância de dizer “eu te amo” enquanto nossos familiares estão vivos. Importância de ser feliz hoje. De realizar os nossos desejos hoje, de perdoar quem nos machucou hoje. De visitar uma amiga antiga hoje…
É uma reflexão diária trabalhar com a família enlutada...nós até podemos ser pessoas que orientam, mostra o caminho, mas cada família, cada história que ouvimos nos ensina o quanto a vida passa rápido e em segundos os planos mudam de direção e a vida vira de cabeça para baixo.
Nos ronda diariamente um sentimento de gratidão e carinho por todas as famílias que nós atendemos nesse ano de 2017.
Em suma, vai a dica: não deixe que a dor da perda chegue a você para aprender a ter atitude de mudar, para resolver situações, para dizer que ama alguém, para fazer o que gosta…
Reflita e veja se precisa resolver algo, e não deixe esse desejo somente no pensamento: TENHA ATITUDE.
Nós do Serviço Social desejamos um Natal repleto de  atitude, palavras intensas, abraços, beijos e união.
Que seu 2018 seja de paciência, otimismo e muito saúde.
Com carinho, gratidão e muito amor.
Tássia Hostin de Deus e demais integrantes do Serviço Social Boa Vida.



Integrantes do Serviço Social Boa Vida
João, Tássia, Davi, Patrícia e Ademir







Colaborou Tássia Hostin de Deus
Coordenadora do Serviço Social do Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Como lidar com saudades, perdas e luto nessa época do ano ?

Psicanalista faz alerta contra a “obrigatoriedade” de ser feliz: “vivemos numa era na qual rejeitamos a qualquer custo o sofrimento”, diz Eloisa Adler.
Com o ambiente maciçamente festivo de dezembro, é quase obrigatório estar esbanjando alegria. No entanto, as festas de fim de ano também podem significar tristeza e luto: um ente querido que se foi há pouco tempo, um casamento desfeito, a perda de um grande amor. A data pode até coincidir com o aniversário de um evento especialmente triste. Ou provocar um sentimento negativo por remeter a uma época mais feliz, de família reunida – sem divórcios, brigas ou mortes. Os motivos variam, assim como o gatilho para a sensação de dor ou desconforto: montar a árvore de Natal, a decoração e as músicas natalinas, um prato de rabanadas…
É quase como andar num campo minado, reconhece a psicóloga, psicanalista e especialista em gerontologia Eloisa Adler, membro do conselho consultivo pleno da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia seção RJ: “quando há uma perda, que pode ser uma separação, ou uma morte, não há como negar que as primeiras datas são muito duras, porque a pessoa ainda está tateando em busca de ressignificações na nova configuração da sua vida”. Entretanto, ela ensina que esse luto, que não precisa necessariamente estar ligado à morte física, e sim a qualquer tipo de perda, não pode ser negado: “a gente acompanha a cicatrização de um ferimento no corpo e sabe que ela não se dá de um dia para o outro. O mesmo se aplica a uma ferida na alma. Décadas atrás, as pessoas se vestiam de preto e se recolhiam para demonstrar que estavam vivendo o processo de luto, mas parece que roubamos esse direito dos indivíduos na sociedade contemporânea”.




Eloisa propõe o que chama de um “acordo com o tempo”: “não devemos pensar tanto no tempo do calendário, o chamado cronos. Temos que aprender a viver também o kairós, que não é a dimensão do relógio, e sim o tempo subjetivo de cada um, do inconsciente. Dessa forma, os sentimentos encontram um ambiente mais fluido e palatável de apaziguamento, de acordo com o ritmo de cada um”. E faz um alerta contra a “obrigatoriedade” de ser feliz, ainda mais nesta época do ano: “essa ditadura da felicidade é nociva. Vivemos numa era na qual rejeitamos a qualquer custo o sofrimento. Quem não se encaixa no padrão acaba apelando para a farmacologia para estar ‘adequado’. É preciso repensar isso o quanto antes”.

Texto escrito por Mariza Tavares e publicado em G1  – 17 de dezembro de 2017.


Referência:

http://caminhosdapsicanalise.com.br/como-lidar-com-saudades-perdas-e-luto-nessa-epoca-do-ano/

Acesso em 19/12/2017

Colaborou Tássia H. de Deus
Assistente Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Porque trabalhar com famílias enlutadas?

         


                  Bom, na verdade durante toda a minha graduação em Psicologia, eu nunca havia sequer pensado em trabalhar na área do luto, e até então, não havia perdido ninguém próximo o bastante para que pudesse sentir a dor da perda por morte.

Mas em 2010, surgiu o convite através de uma colega que havia trabalhado comigo em uma loja de departamento da cidade de Blumenau, para uma entrevista com a atual Assistente Social do Plano Boa Vida - Tássia Hostin e posteriormente com a Coordenadora do Boa Vida na época.

Lembro como se fosse hoje, que durante minha entrevista, um dos pontos levantados foi a tristeza, o choro, a melancolia, e até a raiva que eu teria de “enfrentar” das pessoas que estaríam privadas do convívio com um de seus entes queridos através da  morte.

Lembro também que na época estava em pesquisa sobre temas para meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Posteriormente envolvida e apaixonada pelo que faço, fui levada a elaborar um TCC voltado para os profissionais que trabalham com o estágio último – a morte, sendo estes os agentes funerários.

            A motivação pelo desafio em atender as famílias, que precisam tratar de questões burocráticas em um momento tão difícil que é a morte de um dos seus, e estar de alguma maneira a disposição das pessoas que precisam compartilhar, se emocionar, chorar, e até mesmo questionar, foram  um dos principais motivos que me levaram a trabalhar no ramo funerário.

Venho aprendendo a cada dia com as famílias que atendo. Sem dúvida alguma, a percepção que hoje tenho de morte é diferente daquela que tinha antes de trabalhar nesse ramo.

No dia 21 de abril de 2011 (6 meses após entrar no Boa Vida), fui tocada pela dor da perda de minha querida avó materna. Vivenciei o que é ter de contratar um funeral, registrar o óbito, decidir onde será o velório entre tantas outras questões, e ainda assim, expressar a tristeza por não ter mais alguém que amo muito.

A paixão pela profissão, a empatia para com os nossos associados e ainda assim se perceber como ser humano, com seus medos e anseios é o que faz com que consiga me dedicar e a de fato ajudar, orientar, ouvir e acolher as famílias no momento mais doloroso, onde aqueles que amamos estarão apenas em nossas lembranças, em nossa história, mas o corpo já não poderá mais ser tocado.

           A cada dia tenho a confirmação de que as pessoas procuram ajuda por não terem o apoio, conforto e compreensão que precisam no seu meio social e familiar. É aí que entra nosso papel, ouvir sem julgar, sem querer que o outro seja forte, e sim podendo, orientar, ouvir, acolher e em alguns casos intervir.

Poder colaborar para que as pessoas tenham atenção e respeito nos momentos difíceis traz ganhos incalculáveis ao profissional e a empresa recebe o reconhecimento da sociedade pelo  atendimento humanizado.

Aprendemos a cada dia, a cada atendimento... 

O tempo, as pessoas, a família, o amor, os amigos passam a ter novos significados. Aprendemos a dar importância a coisas que antes não eram prioridades, o imutável passa então a ser visto como transitório.




Colaborou Patrícia dos Santos – Psicóloga do Boa Vida, Especialista em Gestão de Pessoas, Formação em Tanatologia, Formação em Terapia Cognitivo Comportamental.
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br