terça-feira, 13 de novembro de 2012

O que falar e o que fazer num velório ?


        O velório é um ritual que simboliza um acontecimento:  a morte. É um momento de socialização da dor e de iniciar um processo doloroso de desvinculação para os familiares, conhecido como luto.
No entanto, muitas pessoas tem dúvidas, não sabem como agir ou o que dizer na hora de manifestar apoio ou conforto a quem acaba de perder um ente querido.
           Com intenção de diminuir a dor e o sofrimento de quem perdeu um dos seus, fica aquele pontinho de interrogação. O que eu devo dizer? Como devo agir diante do enlutado?
Algumas dicas são importantes para que no desejo de ajudar, não causemos desconforto ou que nossas palavras, naquele momento sejam inadequadas e não façam nenhum sentido para quem chora a morte de alguém querido.
        Por mais que possamos acreditar que sabemos o que o outro está sentindo, por que já vivenciamos a morte de alguém importante em nossas vidas , jamais sentiremos a mesma dor. Cada um sofre e sente a sua maneira.
O que não dizer:
- “Foi vontade de Deus”;

- "Sei bem como te sentes";
- Poderia ter sido pior', 'pelo menos ele/a não sofreu';
- Isso logo passa! Não chore;
- Tão novo (a) coitado (a);

- “Podes ter outros filhos” ou “Ainda bem que tens outros filhos” (no caso da perda de uma criança).
            Se não souber o que dizer, simplesmente dê um abraço carinhoso e não fale nada. É preciso ter o bom senso e perceber quando é o momento de refletir e ficar em silêncio. Há momentos em que o silêncio fala mais do que mil palavras. Sua presença por si só significa uma demonstração de carinho. Se você for um amigo íntimo da família poderá oferecer ajuda no que puder. Em momentos como este certamente a família precisará de ajuda para questões mais burocráticas. Se oferecer ajuda, esteja disponível de coração, do contrário não o faça apenas para ser gentil.
O velório é um momento de respeito, seriedade e consideração.  Haja como gostaria que agissem com você.

"Só podemos entender o outro nos colocando em seu lugar, e mesmo assim imaginaremos o que eles sentem e jamais sentiremos a mesma dor ou alegria".

         


Fonte: memorial.com.vc/dicas-velorio e www. centromaieutica.com.br

Colaborou Patrícia dos Santos – Psicóloga CRP-12/10686 - Serviço Social Boa Vida.  Escreva para Patrícia através do e-mail:  psicologia@boavida.com.br

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