quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

1º Encontro com mulheres enlutadas - Grupo Girassol - Serviço Social Boa Vida

         
          Ontem o Boa Vida iniciou um novo e grande projeto através do Serviço Social; ocorreu nas dependências do Boa Vida o encontro com mulheres enlutadas do Grupo Girassol.

As colaboradoras do Serviço Social Patrícia e Tássia conduziram o encontro, que teve início das atividades a partir das 15 h.
Na programação o encontro contou com: recepção das participantes, entrega de crachás, auto apresentação (neste ponto cada participante falou qual foi a perda que a levou a participar do grupo), apresentação das ministrantes, divulgação do cronograma, divulgação das regras e coffee break.
          Houve muito diálogo entre o grupo e já de início, percebeu-se o entrosamento das participantes.
O objetivo geral do grupo é possibilitar espaço saudável de troca e reflexão sobre a vivência do luto.
A proposta inicial é de 6 encontros (com início, meio e fim) e com as mesmas participantes, ocorridos 2 vezes por mês.
Para Patrícia dos Santos, Psicóloga do Serviço Social do Boa Vida com Formação em Perdas, luto e separação (Tanatologia), o trabalho em grupo é importante por que permite a socialização da dor, a ressignificação de acontecimentos que influenciam na maneira do enlutado pensar, sentir, agir e vivenciar a perda do ente querido. A escuta atenta das profissionais é um fator muito importante para a condução do grupo. São utilizadas técnicas para facilitar a expressão de sentimentos, exercícios vivenciais, além de informação e psicoeducação sobre luto.

“O encontro do grupo é muito intenso e requer muito amor e paixão pelo que fazemos ou pelo que nos propomos a fazer”. Relatou Patrícia.

A próxima reunião acontecerá no dia 26 de fevereiro a partir das 15h nas dependências do Boa Vida.







Maiores informações escreva para e-mail: servicosocial@boavida.com.br



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ciranda cirandinha, vamos todos cirandar... Morte também é assunto de criança, não devemos evitar

       A morte de um ente querido provoca imensa dor na criança, falar sobre morte não significa criar ou aumentar a dor, ao contrário, pode aliviar a criança e facilitar-lhe a elaboração do luto.
A reação da criança diante da morte de um ente querido (pai, mãe, irmão ou outro), dependerá de sua criação até o momento da perda e também do relacionamento que ela tinha com a pessoa que morreu. Se a criança não for influenciada negativamente por fantasias e temores dos adultos sobre a morte, a vivenciará com certa naturalidade.
Quando ocorre a morte de um ente querido, a criança apresenta dúvidas em relação ao ocorrido e necessita conversar sobre o assunto. Leve em conta os seguintes cuidados ao falar:
         Escolha alguém próximo da criança, e que esteja em melhores condições emocionais para lhe dar a notícia.
         Coloque-a nos braços, acolha-a fisicamente neste momento.
         Evite detalhar a causa da morte, especialmente em caso de violência.
         Deixe-a a vontade para perguntar o que quiser sobre o assunto.
         Utilize a palavra morte e evite substituições como: “dormiu”, “viajou”, “partiu”, “foi embora”. Estas palavras podem confundir a criança que ainda leva tudo ao pé da letra.
            A criança também vive o luto de diferentes maneiras. O luto envolve um estado de tristeza, de diferentes reações cognitivas e comportamentais, dependendo do estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra. Uma mistura de sentimentos e de sensações: raiva, medo, abandono, culpa.
            É comum a criança fantasiar que a pessoa que morreu a abandonou, e sinta raiva por isso, podendo tornar-se mais agressiva por um tempo. Algumas se sentem culpadas, imaginando que fizeram alguma coisa errada e, por isso, a pessoa morreu. Elas costumam arrumar soluções mágicas para evitar esta dor. Não é raro ouvirmos a criança dizer que vai para o céu buscar a pessoa que se foi.
            Geralmente, a criança passa a ter medo de perder outras pessoas que ama e fica mais apegada a elas; não quer se separar delas nem para ir à escola ou à casa de um amiguinho. Esse comportamento não é permanente, passará com o tempo, mas os familiares devem ter paciência e compreender o que está acontecendo.
Mas afinal, criança deve ir em velório?
            As crianças podem sim ir ao velório, desde que seja consultada a respeito disso. É importante que elas saibam o que acontece em um velório, portanto, diga o que ela vai encontrar lá...pessoas chorando porque estão tristes, que a pessoa que morreu não sente mais frio, nem dor e que não irá mais voltar depois que todos se despedirem dela, que estará deitada dentro de uma caixa de madeira – o caixão, que estará fria, mas que se quiser poderá tocá-la. Não obrigue a criança a ir ao velório, mas também não negue sua participação no ritual.
 Educar para a morte é prepará-las para a vida.

Escrito por:  Patrícia dos Santos – Psicóloga - Serviço Social Boa Vida – Formação em Perdas, luto e separação (Tanatologia).
Referências: Livro – Tanatologia Temas Impertinentes - O Luto Infantil
www2.londrina.pr.gov.br – Morte também é assunto de criança - por Ana Lúcia Naletto