sexta-feira, 12 de abril de 2013

Trabalho X Vida

           Falar de morte ainda é tabú, embora é sabido que em algumas culturas este tema seja explorado com naturalidade.
Trabalhar numa funerária ou num plano de assistência funerária muitas vezes faz tudo parecer cercado de mistério, gerando mil e umas perguntas e um certo medo dentre aqueles que possuem amigos e familiares que estão inseridos neste ramo.
Antes de mais nada é importante deixarmos de lado qualquer preconceito quanto ao profissional que trabalha neste ramo. Podemos dizer que esses profissionais lidam com a morte tanto quanto com a história de vida da pessoa falecida. Na funerária por exemplo, existe todo um processo de cuidado do corpo que envolve elaborada preparação, restauração até mesmo detalhes como maquiagem ou cor das unhas da pessoa falecida ou ainda o penteado e o cuidado com a barba. Há uma preocupação, um respeito por esta pessoa falecida, afinal ela carrega uma história de vida, um passado.
No plano, além da assistência funerária, há também outros tipos de serviços voltados aos clientes,  como por exemplo, o empréstimo de material de recuperação, onde na maioria das vezes as famílias nos procuram também com um certo tipo de tristeza, pois buscam este tipo de equipamento para um familiar que está passando por problemas de saúde, desde diabetes que ocasionou a amputação de alguma parte do corpo a uma cirurgia que exige o uso de cadeira de rodas.
Os descontos na rede de parcerias servem para que os clientes possam ter acesso ao tratamento e manutenção da sua saúde que muitas vezes não são supridos pelo Sistema Único de Saúde.
Mas além do que as pessoas possam imaginar, trabalhar no serviço funerário é bem mais que simplesmente trabalhar com a morte, seja no Boa Vida ou na Funerária Haas. Lidamos diariamente com as questões da vida do ser humano e somos sempre desafiados a vê-los como um todo. Entendemos que o(a) falecido(a) precisa de respeito e cuidados especiais, mas também acreditamos que a família enlutada (filhos, pai, mãe, netos), tristes com o falecimento de seu parente, precisam de atenção e atendimento humanizado. Dar apoio e orientação a partir do momento do óbito, orientar e buscar soluções para questões burocráticas, assumir o papel de apoiador neste momento tão difícil é nosso grande objetivo.
É para todas as pessoas da comunidade, para todos os clientes e futuros clientes que nós desempenhamos nosso papel de prestar atendimento humanizado, com zelo, respeito e dignidade. 





Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social

2 comentários:

  1. Texto interessante. Sabemos que o tabu existe, inclusive muitos candidatos demonstram isso no ato da entrevista, mas depois que passam a fazer parte da empresa, acabam compreendendo melhor. Abraços, Leandro - RH.

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  2. Ao falar do Boa Vida ou funerária para as pessoas, sempre se apavoram, sem ao menos saberem o que fazemos, como fazemos e que todos passam algum dia por uma necessidade indireta ou diretamente destes serviços. Se não existisse estes serviços como poderia ser tratado um falecimento? Alguém sempre terá que prestar esta assistência!

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