sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sensação de dever cumprido ...

É uma satisfação para o setor do Serviço Social chegar no final do ano com uma sensação de dever cumprido. Pois cada atendimento que realizamos, cada família que acolhemos é única e merece o respeito de todos que compõem o setor.
A equipe do Serviço Social do Boa Vida é pequena e é composta por 5 colaboradores. Entre eles Sr.João que trabalha há 11 anos no Boa Vida, sua atividade é realizar assistência aos velórios. Sr.Dalmo que em suas atividades também consta realizar assistência aos velórios (porém nas cidades de Indaial, Timbó, Ascurra, Apiúna, Rodeio, Benedito Novo e Dr.Pedrinho). Sr.Ademir que trabalha há 8 anos e realiza assistência aos velórios e acompanha as famílias para registrar óbito no cartório (intercala as assistências aos velórios com o Sr.João). Trabalha ainda no setor Patrícia que exerce há 4 anos a profissão de psicóloga, além de atender a família na parte  burocrática na hora do óbito e pós óbito, ela realiza uma atividade singular e importantíssima para a família enlutada que é atender aquela pessoa que está passando por um luto delicado e precisa de acompanhamento psicológico. E por fim Tássia que trabalha há mais de 7 anos no Boa Vida e é Assistente Social e Coordenadora do setor, suas tarefas são também de atender a família na hora do óbito e pós óbito em Blumenau e nas filiais de Indaial e Timbó e realiza quando necessário visitas domiciliares juntamente com a Patrícia.
Embora a idade dos colaboradores do Serviço Social esteja entre 30 a 64 anos, que nos mostra uma mistura de inter gerações, todos trabalhamos com um objetivo em comum, ou seja, atender com ética, amor e respeito a família enlutada.
A experiência que os colaboradores possuem em atendimento a família enlutada e o carinho com que desempenham a sua função, faz do Boa Vida o pioneiro em assistência familiar em Blumenau e cidades vizinhas.

Por fim, como Assistente Social e Coordenadora do setor,
gostaria de deixar uma mensagem:

Antes de pedir algo para 2015, é necessário, fundamental agradecer todo elogio e confiança que nós do Serviço Social recebemos do cliente nesse ano que está chegando ao fim. Agradecer o reconhecimento que temos por parte do cliente Boa Vida que mesmo no momento difícil que é a perda do ente querido, ele pensa, reflete e nos privilegia com palavras de afeto, gratidão e carinho pelo trabalho que realizamos aqui no Serviço Social. Eu utilizo a frase do Steve Jobs: "Para se ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz".
Deixo aqui, meu abraço fraterno e minha gratidão aos colaboradores do Serviço Social, por todo comprometimento, respeito e pelo belo trabalho desenvolvido neste ano de 2014.

E a todos os amigos/colegas de trabalho, a todos os clientes, parceiros e fornecedores, desejamos um Natal cheio de esperança, de fé e que o nascimento de Jesus reacenda toda a esperança e prosperidade dentro de você!
Que 2015 seja novamente um ano de muito amor, na vida pessoal e profissional e que você faça dos seus sonhos a realidade tão esperada !


Foto da equipe do Serviço Social :
Na foto (esqu. em cima) Tássia e Sr.João,
Na foto (dir. em cima) Sr.Dalmo e Tássia.


Na foto (esqu. para dir. embaixo) Tássia e Sr.Ademir,
Na foto (dir. para esq.) Tássia e Patrícia.




Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social .


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Novo veículo compõe a frota de carros do Serviço Social Boa Vida


           No dia de hoje, Tássia, Patrícia e Taise receberam o UP novo veículo que será utilizado tanto pelas colaboradoras do Serviço Social, como pela Taise que é Supervisora do escritório Boa Vida.


Na foto: na frente: Patrícia, Tássia e Taíse. 
Atrás delas está Paulo da Blusa.




Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Informe-se sobre o "Grupo Girassol": Apoio ao Enlutado Boa Vida


 O que é o grupo?

O Grupo Girassol é um grupo de apoio as pessoas que tiveram perdas (por morte) e que estão vivenciando o processo de luto.
O grupo é coordenado  pela Patrícia - Psicóloga e Tássia - Coordenadora do Serviço Social/Assistente Social. Portanto, temos o olhar da psicologia e da área social.

Quem pode participar?

Qualquer pessoa que teve perda por morte. Podem participar clientes ou não do Boa Vida. Não há restrição quanto a credo, gênero ou religião.

Como posso participar?

Realizando a inscrição através do telefone 3222-9999 ou no escritório do Boa Vida, localizado na Rua São Paulo em frente a Renault Veículos. As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita.

Quanto tempo dura esse grupo?

Cada ciclo com o mesmo grupo de pessoas, tem duração de aproximadamente 6 a 8 encontros.

Como ocorrem os encontros?

Os encontros ocorrem 2 vezes por mês. Ou seja, se são 6 encontros, a duração é de 3 meses.

O que acontece nesses encontros? Quais são os recursos utilizados?

Nos encontros trabalhamos a dor da perda e a vivência do luto, através da socialização. Os encontros contam com a participação ativa dos participantes, realizamos atividades, rodas de conversa, vivências, tarefas para casa, textos auxiliares, vídeos, filmes tudo isso para ajudar a pessoa que perdeu seu ente querido a entender algumas reações que o luto provoca. O grupo proporciona alívio para quem sofre, pois permite a expressão dos sentimentos, os participantes encontram um local seguro para expor suas questões.
É um espaço saudável de troca e reflexão sobre a vivência do luto.

 Documento escrito por: Patrícia dos Santos – Psicóloga Plano Boa Vida

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Ciranda cirandinha, vamos todos cirandar... Morte também é assunto de criança, não devemos evitar




A morte de um ente querido provoca imensa dor na criança, falar sobre morte não significa criar ou aumentar a dor, ao contrário, pode aliviar a criança e facilitar-lhe a elaboração do luto.
A reação da criança diante da morte de um ente querido (pai, mãe, irmão ou outro), dependerá de sua criação até o momento da perda e também do relacionamento que ela tinha com a pessoa que morreu. Se a criança não for influenciada negativamente por fantasias e temores dos adultos sobre a morte, a vivenciará com certa naturalidade.
Quando ocorre a morte de um ente querido, a criança apresenta dúvidas em relação ao ocorrido e necessita conversar sobre o assunto. Leve em conta os seguintes cuidados ao falar:
         Escolha alguém próximo da criança, e que esteja em melhores condições emocionais para lhe dar a notícia.
         Coloque-a nos braços, acolha-a fisicamente neste momento.
         Evite detalhar a causa da morte, especialmente em caso de violência.
         Deixe-a a vontade para perguntar o que quiser sobre o assunto.
         Utilize a palavra morte e evite substituições como: “dormiu”, “viajou”, “partiu”, “foi embora”. Estas palavras podem confundir a criança que ainda leva tudo ao pé da letra.
            A criança também vive o luto de diferentes maneiras. O luto envolve um estado de tristeza, de diferentes reações cognitivas e comportamentais, dependendo do estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra. Uma mistura de sentimentos e de sensações: raiva, medo, abandono, culpa.
            É comum a criança fantasiar que a pessoa que morreu a abandonou, e sinta raiva por isso, podendo tornar-se mais agressiva por um tempo. Algumas se sentem culpadas, imaginando que fizeram alguma coisa errada e, por isso, a pessoa morreu. Elas costumam arrumar soluções mágicas para evitar esta dor. Não é raro ouvirmos a criança dizer que vai para o céu buscar a pessoa que se foi.
            Geralmente, a criança passa a ter medo de perder outras pessoas que ama e fica mais apegada a elas; não quer se separar delas nem para ir à escola ou à casa de um amiguinho. Esse comportamento não é permanente, passará com o tempo, mas os familiares devem ter paciência e compreender o que está acontecendo.
Mas afinal, criança deve ir em velório?
            As crianças podem sim ir ao velório, desde que seja consultada a respeito disso. É importante que elas saibam o que acontece em um velório, portanto, diga o que ela vai encontrar lá...pessoas chorando porque estão tristes, que a pessoa que morreu não sente mais frio, nem dor e que não irá mais voltar depois que todos se despedirem dela, que estará deitada dentro de uma caixa de madeira – o caixão, que estará fria, mas que se quiser poderá tocá-la. Não obrigue a criança a ir ao velório, mas também não negue sua participação no ritual.

 Educar para a morte é prepará-las para a vida.




Referências: Livro – Tanatologia Temas Impertinentes - O Luto Infantil
www2.londrina.pr.gov.br – Morte também é assunto de criança - por Ana Lúcia Naletto

Escrito por:  Patrícia dos Santos – Psicóloga - Serviço Social Boa Vida – Formação em Perdas, luto e separação (Tanatologia).