quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

E chegou o fim de ano novamente ...



Neste ano de 2015 o Boa Vida completou 17 anos.
Foi um ano num geral um tanto diferente, se tratando tanto para nós colaboradores do Boa Vida/Haas quanto para o Brasil.
Um ano onde um dos assuntos mais comentados foi a questão da corrupção no nosso Brasil, a outra questão foi do tempo e chuvas em Blumenau e região do Vale do Itajaí.
E neste ano ainda tivemos uma grande perda, Sr.Rolf M. Haas - fundador da Funerária Haas faleceu em novembro.

Se tratando do Brasil, neste ano teve muitas mudanças econômicas, sociais e o desemprego rondou algumas empresas e famílias. Algumas famílias se restruturando e se adaptando com a nova condição social e criando formas para driblar esta fase.

Já o clima este ano mexeu também com humor das famílias e pessoas, em especial aquelas que moram em áreas de risco. Devido ao fenômeno Elninho, este ano principalmente no segundo semestre, quase todos os dias choveram e Blumenau novamente ficou em estado de Alerta. Por mais que tenha assustado a todos nós, o pior não aconteceu e a enchente não ocorreu.

E por fim, mas não menos importante, este ano a família Haas perdeu o grande criador de toda marca. Um empresário competente, honesto, trabalhador. Viajou a muitos países, conheceu muitas pessoas, cidades, empresas mas jamais deixou de apreciar a simplicidade. Desde uma linda árvore, um passarinho no seu ninho ou as belas frutas da sua plantação.
Um Senhor íntegro, um pai de família presente, conhecedor e exemplo de educação, comprometimento e de fé.
Alguns de nós colaboradores do Boa Vida e da Haas não chegamos a trabalhar com ele, mas ao ouvir os relatos de colaboradores com mais de 20 ou 30 anos de casa e de algumas vezes ter o privilégio de conversar com Sr.Rolf nos fez admirar este Sr. tão especial.

Realmente vivemos o outro lado da moeda, atendemos a família no momento do falecimento do ente querido e dessa vez a família Haas passou por este lado, onde teve que contratar um serviço e pensar em tudo que é necessário para que o velório ocorra de forma convencional.
Perder alguém muito querido, nunca será normal quando se ama, se admira e se quer muito bem quem se foi, mas há uma certeza de que onde existe amor, existe história e saudade e se a saudade existe quer dizer que TUDO valeu a pena.

E seja em qualquer circunstância da vida, é necessário ter FÉ, e persistir a caminhada.
Pois nem sempre encontraremos flores pela estrada, haverá espinhos, pedras mas temos que ter a certeza que sempre após uma tempestade, haverá um pôr do sol nos aguardando para seguir em frente!!!!

Desejamos que em 2016 você cliente, parceiro, colaborador do Boa Vida e Haas tenha muita fé para buscar seus objetivos.
Que tenha saúde emocional, física e espiritual para driblar todos os percalços.
Que tenha sabedoria para entender cada fase difícil que passa.
Que alcance todos os seus objetivos.
Que viva dias felizes ao redor dos seu familiares e de aqueles que você ama.

Agradecemos todo o respeito, carinho e confiança que todos vocês tem para com o Serviço Social do Boa Vida.




Na foto Sr.Rolf (in memorian) e D. Herta (sua esposa):




Fotos dos integrantes do Serviço Social Boa Vida:

Primeira foto (lado esquerdo): João e Ademir que realizam assistência aos velórios;
Segunda foto (lado direito): Patrícia (Psicóloga) e Tássia (Assistente Social);
Primeira foto (lado esquerdo embaixo): Davi (que realiza assistência aos velórios em Indaial, Timbó, Ascurra, Apiúna, Rodeio, Rio dos Cedros, Dr.Pedrinho e Ben. Novo);





Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida

E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Por que cães se recusam a deixar o local da tragédia em Mariana - MG?

        Além de toda a tragédia humana e ambiental causada pelo rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG), há também um drama que foi notado pelos bombeiros que trabalham no resgate dos desaparecidos: os animais.
        Os cães que viviam nas casas que foram destruídas no distrito de Bento Rodrigues se recusam a deixar o local e avançam em quem tenta tirá-los dali. Vários outros bichos como cavalos, patos e vacas têm sido resgatados, apresentando tremores, hipotermia e certa agressividade.
Para a doutora Ceres Berger Faraco, professora do curso de medicina veterinária da Uniritter e presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal, os cachorros também ficam em luto e, assim como os humanos, após uma tragédia, sentem estresse pós-traumático.

       "As pessoas que os cães confiavam não estão mais ali. Muitos deles se perderam das pessoas. Eles estão inseguros e amedrontados. Isso é uma espécie de estresse pós-traumático. Houve uma mudança abrupta da rotina deles", afirmou.
A bióloga especialista em comportamento animal e fundadora da Ethos Animal, Helena Truksa, concorda com esta explicação. Para ela, os cães ficam completamente sem saber o que fazer em um cenário de destruição como o de Mariana (MG).
       "Suas casas foram destruídas, sua família desapareceu ou morreu e eles se viram sozinhos em meio ao caos, sem saber ao certo como agir. Por terem perdido tudo, é normal que os cães prefiram ficar nos escombros da casa do que sair e se aventurar em um mundo desconhecido", afirmou.

       Segundo Faraco, os cães não são naturalmente agressivos. Esses episódios ocorrem quando os animais sentem muito medo. Assim como as pessoas, os cachorros também sentiram a tragédia e perceberam que os vínculos que tinham com as pessoas e outros bichos se perderam.
"É claro que o cachorro não sabe qual é o motivo que causou seu estresse, mas ele percebe a mudança total de seu ambiente. Para se sentir seguro e tranquilo, o animal tem de ter um controle daquelas condições que fazem sua rotina", explicou.

         Se não forem tratados, os animais podem ficar com traumas permanentes. Segundo a professora, há relatos de cães que passaram anos esperando a volta do dono que já havia morrido.
"Os cachorros esperam e sofrem de luto como a gente. A questão do estresse e da perda do ambiente é uma situação de luto. Eles ficam instáveis como nós", contou.
Para Truksa, os cães podem, inclusive, ter lembrança do momento mais estressante que passaram ao perderem a casa e os donos.

      "Caso o cachorro vivencie alguma outra situação semelhante, nem precisaria ser no mesmo nível desta, poderia ser bem menos intensa, ou até mesmo a simples visão ou cheiro de algum detalhe que o cão tenha visto no dia, pode fazê-lo se lembrar instantaneamente do dia da tragédia, futuramente, se lembrará da experiência nociva e apresentará medo acentuado", contou.
      "Os sintomas do estresse são respiração ofegante, aumento da frequência cardíaca e liberação de hormônios relacionados ao estresse na corrente sanguínea [cortisol]. A longo prazo, se não tratado, o trauma instalado pode se acentuar e comprometer a saúde do animal", completou.
Há também de se levar em conta que cachorros são bichos extremamente apegados ao território e, por isso, geralmente são mais resistentes em deixar o local onde costumam viver. Em Bento Rodrigues, alguns bombeiros tentaram resgatar os cães que insistem em viver no meio da lama e dos escombros. No entanto, por causa da agressividade, a equipe de resgate desistiu e agora apenas alimenta os animais.

        Para Faraco, após esse primeiro período de resgate das pessoas, é preciso repensar uma estratégia para tirar os cães que insistem em permanecer por ali.
"Existem pessoas treinadas para resgatar animais em acidentes. Os animais necessitam de um tempo de aproximação para conseguir a confiança ", afirmou.
Já Truksa defende que os cães sejam retirados dos escombros de maneira rápida, com cuidado e supervisão de um veterinário.

      "A operação precisa ser efetuada com agilidade, dada a situação emergencial, e em se tratando de animais que podem oferecer risco à integridade física das pessoas, pode-se buscar auxílio de um veterinário que aplicará ou autorizará o uso de sedativos leves para minimizar o estresse da captura dos animais e evitar possíveis lesões aos profissionais que efetuarão o resgate", afirmou.




Por: Thiago Varella
Colaboração para o UOL, em Campinas (SP) 11/11/2015 

Disponível em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/11/11/animais-ficam-de-luto-e-com-medo-apos-tragedia-em-mg-dizem-especialistas.htm. Acesso em: 25/11/2015


Colaborou Patrícia dos Santos
Psicóloga do Plano Boa Vida

E-mail: patricia.santos@boavida.com.br


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Não, nós não somos melhores que ninguém e nossa dor não é pior que a do outro.




Todo mundo sofre. Uma hora ou outra, dói. Não há quem escape. Uns sentem mais, outros menos. Mas todos sofrem. Ah, sofrem, sim.

Há os que demonstram pouco, quase nada, e isso não quer dizer que também não amarguem uma perda aqui, uma separação ali, uma decepção acolá. E há os que escancaram seu pesar com a honestidade de um alto-falante. Tem gente que grita sua queixa muito mais alto que o volume da dor que sente. Também tem aqueles que sofrem não pela tristeza da perda, do fim, do adeus, mas pela incompreensão do fato, pela dificuldade de aceitar que algo acabou.

E tem ainda aquela gente que sente tanto, mas sente tão fundo, que nem tem força para sair por aí berrando seu desespero. Então se fecha e chora baixinho até passar a dor.

Cada um de seu jeito, todo mundo sofre. Paciência. Estamos todos na fila para renovar nosso visto de permanência na vida.

Talvez esteja aí a menor distância entre cada um de nós. Nossa divina capacidade de sofrer, deixar para trás e seguir em frente. Em cada um de nós essa arte se manifesta de um jeito, em seu tempo. Porque somos diferentes, digerindo misérias diversas.

Tão chato quanto quem nos enfia suas alegrias goela abaixo, “eu sou mais feliz que você”, é quem insiste em nos castigar com suas desgraças, “eu sou mais triste que você”. Aí não basta nos mostrarmos solidários, bons ouvintes. É urgente sermos tão desgraçados quanto aquele a quem tentamos consolar. Sentimento estranho.

Lá pelas tantas, vem um de nós e escancara seu infortúnio em nossa cara, como quem diz “olha só o meu brinquedo, ele é maior do que o seu”. Em sua lógica perversa de exigir que todos reconheçam sua penúria e padeçam a seu lado, recusa o apoio simples, a mão estendida, o ombro vago. E agride, ataca, machuca quem estiver perto para provar que sua dor é mais sofrida.

Quanto engano. Dor nenhuma é pior que outra. Pessoais e intransferíveis, nossas dores podem ser consoladas, jamais comparadas ou transferidas. E a vida não é um concurso de sofrimentos.

Todo mundo sofre nessa vida. Sofre o rico e sofre o pobre, o mocinho e o bandido, o patrão e o empregado, homens e mulheres, crianças e velhinhos, heteros e gays, enrustidos e assumidos, pretos, brancos, vermelhos e amarelos, solteiros e casados, sozinhos e enturmados, cães e gatos, moscas e lagartixas, joaninhas, tatus-bola, lesmas e minhocas, as formigas, as girafas e os elefantes. Todos nós sofremos.

E sofre mais, sofre ainda mais quem acha que “o amor não acaba assim ou assado”. Esse padece em dobro. Primeiro pela falta do amor que se foi, depois com a descoberta de que a verdade sobre o coração alheio não lhe pertence. Sofre como qualquer um de nós. Ah, sofre, sim.

Por André J. Gomes - Em Colunistas

Referência:

http://www.revistabula.com/4531-nao-nos-nao-somos-melhores-que-ninguem-e-nossa-dor-nao-e-pior-que-a-do-outro/

Acesso em 07/12/2015.

Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@yahoo.com.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Treinamento sobre "Comunicação de más notícias e luto" em 30/11/2015

       No dia 30 de novembro ocorreu a palestra "Comunicação de más notícias e luto", ministrado pelas psicólogas Claudiane Aparecida Guimarães e Greici Maestri Bussoletto, no auditório do Boa Vida.





Referência:
Retirado do blog do RH Boa Vida



Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Doação a Capela Mortuária da Igreja São Francisco de Assis da Fortaleza

Ontem pela manhã o Boa Vida doou uma geladeira a Capela Mortuária da Igreja São Francisco de Assis da Fortaleza.
A colaboradora Tássia e o colaborador Valdemar, foram recebidos pelo Sr.Argelindo A. Colsani e Sra.Alcira Colsani que são os responsáveis pela capela.


Abaixo, fotos da entrega:




Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.

Empréstimo de material de recuperação

O objetivo do Boa Vida é a assistência funerária, entretanto em vida o cliente tem algumas vantagens.
Um dos benefícios é usufruir do empréstimo de recuperação de forma gratuita durante três meses.




Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Partida e Chegada

Quando observamos da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Já se foi.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha, quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz, quanto antes, de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: Já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: Lá vem o veleiro.

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: Já se foi.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: Já se foi, no mais Além, outro alguém dirá feliz: Já está chegando.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro, partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos nós.





Referência:

Redação do Momento Espírita, com pensamentos
finais de Victor Marie Hugo, do livro A
reencarnação através dos séculos, de Nair
Lacerda, ed. Pensamento. Disponível em:

 Acesso em: 13/11/2015.

Colaborou Tássia Hostin –
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida


E-mail : tassia.hostin@boavida.com.br



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sobre a perda de uma grande amizade: "Atentem a quem está perto nesse momento, compartilhando do seu tempo"

Abaixo inserimos um depoimento muito emocionante, escrito por uma
 jovem que acabou de perder um grande amigo ! 
A todos uma ótima leitura !!!! 


Escrevo para agradecer por todos os carinhos, atenção e energias que foram transmitidos nestes dias. Escrevo para vocês, para pedir que não fiquem lamentando a morte deste jovem como prematura, especulando as causas e imaginando cenas tristes na cabeça. Escrevo para vocês, para que se atentem a quem está perto nesse momento, compartilhando do seu tempo. Seja na forma que for.

Escrevo para pedir que reflitam sobre como estão cuidando de suas vidas, de seus corpos e saúde mental. Onde estão depositando suas energias. Como estão ministrando, direcionando e dosando o amor, enquanto que ele é infinito.

Escrevo para sugerir que não deixem para depois o que o coração mandar. Que não carreguem rancor. E não se apeguem, principalmente a tolices. Para que sejam sinceros com seus sentimentos. Para que sejam sinceros com as pessoas. E para que não deem explicações quando não desejarem. Para que encontrem o lado positivo de qualquer acontecimento.

Escrevo para dizer que não se culpem pelo passado, com os olhos do presente. E para que entendam que o futuro é coisa do "quem sabe?!". Que se divirtam com os erros. E que sorriam com facilidade.

Escrevo para dizer que vocês podem e devem assumir as rédeas de suas vidas. Direcionando para o caminho que desejarem. Mas, que jamais terão o controle que creem ter.

Escrevo para pedir que sejam responsáveis. Para que não se esquivem ou depositem as causas nos outros. Para que não subestimem a capacidade e a força destes que os cercam. E que permitam q carreguem seus próprios fardos. Para que não se julguem melhores ou piores que ninguém. Em qualquer aspecto. Para que não se façam de vítimas, para ganhar atenção e nutrir motivos para sofrer.

Escrevo para que se atentem que as mudanças são contínuas, que nada é igual, que nenhuma historia se repete. Escrevo para dizer que se arrisquem. Que deem a cara a tapa, sem esperar garantias. Que busquem paz e tranquilidade sempre, inclusive nas palavras que propagam e nos pensamentos que alimentam. Que sejam mais tolerantes com suas famílias. Que aceitem que essa convivência lhes foi imposta por razões que desconhecemos e que devemos curar feridas para estarmos plenamente sãos.

Escrevo para sugerir que admirem o simples. E percebam que toda forma de vida por si, já é o tal milagre. Para que analisem que absolutamente nada vai embora daqui. É possível transformar o bruto em líquido, a matéria em pó, o ódio em tapa, o vento em luz, mas tudo continuará por aqui, transitado em algum espaço.

Escrevo para dizer, que em vez de temer a morte, precisamos nos livrar do medo de viver.




Referência:

Diário Catarinense - Disponível em :


Acesso em 12/11/2015.

Colaborou Tássia Hostin –
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida

E-mail : tassia.hostin@boavida.com.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dia de Finados (02 de novembro)

      O dia de Finados (02 de novembro) foi criado para lembrar e homenagear as pessoas que faleceram.
A palavra finado é um adjetivo que qualifica algo ou alguém que finou, que chegou ao fim, que está morto. Por esse motivo, o Dia de Finados também é conhecido como Dia dos Mortos.
Cada país segue uma tradição para celebrar este dia. Por exemplo no México as celebrações duram 3 dias e as ruas são enfeitadas e ocorrem desfiles nelas.
Para os católicos esta data é bem importante e desde o século XI  celebram este dia, pois afirmam que no dia de Finados os vivos devem interceder pelas almas que estão no purgatório, esperando a purificação para entrarem no Céu.
         A maioria deles, na semana que antecede a data, vão nos túmulos, realizam a limpeza, trocam as flores e objetos pessoais do falecido e marcam missa em nome da pessoa que faleceu.
Já para os protestantes o Dia de Finados serve  para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como o legado de um caráter idôneo, por exemplo. Mas entendem que as pessoas precisam ser cuidadas enquanto estão vivas. Após a morte, nada mais resta senão o juízo.


        Independente da existência da data e formas ou não de homenagear o ente falecido, entendemos que o principal é preservar o sentimento de amor existente dentro de cada coração que perdera alguém. E o tempo vai passar, outros momentos vão chegar mas o que vale são as lembranças boas que ficaram.
  




Referência:

Finados Significados.  Disponível em:
 Acesso em: 22/10/2015.

Universitário.  Disponível em:
Acesso em: 22/10/2015.


Colaborou Tássia Hostin –
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida

E-mail : tassia.hostin@boavida.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Você conhece todos os seus direitos como paciente?



Diante de qualquer situação voltada para o cuidado da saúde, seja através de consultas, exames ou internações o paciente tem direitos que devem ser respeitados.





DIREITOS DO PACIENTE
Portaria do Ministério da Saúde nº1286 de 26/10/93 Art.8º e nº74 de 04/05/94

  1. O paciente tem direito a atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte de todos os profissionais de saúde. Tem direito a um local digno e adequado para seu atendimento.
  2. O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e sobrenome. Não deve ser chamado pelo nome da doença ou do agravo à saúde, ou ainda de forma genérica ou quaisquer outras formas impróprias, desrespeitosas ou preconceituosas.
  3. O paciente tem direito a receber do funcionário adequado, presente no local, auxílio imediato e oportuno para a melhoria de seu conforto e bem-estar.
  4. O paciente tem direito a identificar o profissional por crachá preenchido com o nome completo, função e cargo.
  5. O paciente tem direito a consultas marcadas, antecipadamente, de forma que o tempo de espera não ultrapasse a trinta (30) minutos.
  6. O paciente tem direito de exigir que todo o material utilizado seja rigorosamente esterilizado, ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção.
  7. O paciente tem direito de receber explicações claras sobre o exame a que vai ser submetido e para qual finalidade irá ser coletado o material para exame de laboratório.
  8. 8. O paciente tem direito a informações claras, simples e compreensivas, adaptadas à sua condição cultural, sobre as ações diagnósticas e terapêuticas, o que pode decorrer delas, a duração do tratamento, a localização, a localização de sua patologia, se existe necessidade de anestesia, qual o instrumental a ser utilizado e quais regiões do corpo serão afetadas pelos procedimentos.
  9. O paciente tem direito a ser esclarecido se o tratamento ou o diagnóstico é experimental ou faz parte de pesquisa, e se os benefícios a serem obtidos são proporcionais aos riscos e se existe probabilidade de alteração das condições de dor, sofrimento e desenvolvimento da sua patologia.
  10. O paciente tem direito de consentir ou recusar a ser submetido à experimentação ou pesquisas. No caso de impossibilidade de expressar sua vontade, o consentimento deve ser dado por escrito por seus familiares ou responsáveis.
  11. O paciente tem direito a consentir ou recusar procedimentos, diagnósticos ou terapêuticas a serem nele realizados. Deve consentir de forma livre, voluntária, esclarecida com adequada informação. Quando ocorrerem alterações significantes no estado de saúde inicial ou da causa pela qual o consentimento foi dado, este deverá ser renovado.
  12. O paciente tem direito de revogar o consentimento anterior, a qualquer instante, por decisão livre, consciente e esclarecida, sem que lhe sejam imputadas sanções morais ou legais.
  13. O paciente tem o direito de ter seu prontuário médico elaborado de forma legível e de consultá-lo a qualquer momento. Este prontuário deve conter o conjunto de documentos padronizados do histórico do paciente, princípio e evolução da doença, raciocínio clínico, exames, conduta terapêutica e demais relatórios e anotações clínicas.
  14. O paciente tem direito a ter seu diagnóstico e tratamento por escrito, identificado com o nome do profissional de saúde e seu registro no respectivo Conselho Profissional, de forma clara e legível.
  15. O paciente tem direito de receber medicamentos básicos, e também medicamentos e equipamentos de alto custo, que mantenham a vida e a saúde.
  16. O paciente tem o direito de receber os medicamentos acompanhados de bula impressa de forma compreensível e clara e com data de fabricação e prazo de validade.
  17. O paciente tem o direito de receber as receitas com o nome genérico do medicamento (Lei do Genérico) e não em código, datilografadas ou em letras de forma, ou com caligrafia perfeitamente legível, e com assinatura e carimbo contendo o número do registro do respectivo Conselho Profissional.
  18. O paciente tem direito de conhecer a procedência e verificar antes de receber sangue ou hemoderivados para a transfusão, se o mesmo contém carimbo nas bolsas de sangue atestando as sorologias efetuadas e sua validade.
  19. O paciente tem direito, no caso de estar inconsciente, de ter anotado em seu prontuário, medicação, sangue ou hemoderivados, com dados sobre a origem, tipo e prazo de validade.
  20. O paciente tem direito de saber com segurança e antecipadamente, através de testes ou exames, que não é diabético, portador de algum tipo de anemia, ou alérgico a determinados medicamentos (anestésicos, penicilina, sulfas, soro antitetânico, etc.) antes de lhe serem administrados.
  21. O paciente tem direito à sua segurança e integridade física nos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados.
  22. O paciente tem direito de ter acesso às contas detalhadas referentes às despesas de seu tratamento, exames, medicação, internação e outros procedimentos médicos.
  23. O paciente tem direito de não sofrer discriminação nos serviços de saúde por ser portador de qualquer tipo de patologia, principalmente no caso de ser portador de HIV / AIDS ou doenças infecto-contagiosas.
  24. O paciente tem direito de ser resguardado de seus segredos, através da manutenção do sigilo profissional, desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública. Os segredos do paciente correspondem a tudo aquilo que, mesmo desconhecido pelo próprio cliente, possa o profissional de saúde ter acesso e compreender através das informações obtidas no histórico do paciente, exames laboratoriais e radiológicos.
  25. O paciente tem direito a manter sua privacidade para satisfazer suas necessidades fisiológicas, inclusive alimentação adequada e higiênicas, quer quando atendido no leito, ou no ambiente onde está internado ou aguardando atendimento.
  26. O paciente tem direito a acompanhante, se desejar, tanto nas consultas, como nas internações. As visitas de parentes e amigos devem ser disciplinadas em horários compatíveis, desde que não comprometam as atividades médico/sanitárias. Em caso de parto, a parturiente poderá solicitar a presença do pai.
  27. O paciente tem direito de exigir que a maternidade, além dos profissionais comumente necessários, mantenha a presença de um neonatologista, por ocasião do parto.
  28. O paciente tem direito de exigir que a maternidade realize o "teste do pézinho" para detectar a fenilcetonúria nos recém nascidos.
  29. O paciente tem direito à indenização pecuniária no caso de qualquer complicação em suas condições de saúde motivadas por imprudência, negligência ou imperícia dos profissionais de saúde.
  30. O paciente tem direito à assistência adequada, mesmo em períodos festivos, feriados ou durante greves profissionais.
  31. O paciente tem direito de receber ou recusar assistência moral, psicológica, social e religiosa.
  32. O paciente tem direito a uma morte digna e serena, podendo optar ele próprio (desde que lúcido), a família ou responsável, por local ou acompanhamento e ainda se quer ou não o uso de tratamentos dolorosos e extraordinários para prolongar a vida.
  33. O paciente tem direito à dignidade e respeito, mesmo após a morte. Os familiares ou responsáveis devem ser avisados imediatamente após o óbito.
  34. O paciente tem o direito de não ter nenhum órgão retirado de seu corpo sem sua prévia aprovação.
  35. O paciente tem direito a órgão jurídico de direito específico da saúde, sem ônus e de fácil acesso.
Portaria do Ministério da Saúde nº1286 de 26/10/93- art.8º e nº74 de 04/05/94







Referência:

Instituto Enzo Assugeni. Manual do Paciente.  Disponível em: http://www.sincomercioata.com.br/Legislacoes/Arquivos/Manual_Paciente.pdf. Acesso em: 05/10/2015. 2007.


Colaborou Patrícia dos Santos - CRP 12/10686
Psicóloga do Boa Vida
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br