terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quando aquele que amamos precisa partir e nós não estamos preparados ...




Quando aquele que amamos precisa partir e nós não estamos preparados para
 essa despedida uma parte de nós parte junto com a pessoa e a outra que fica é
 sufocada diariamente pela dor da saudade.
Não é fácil aceitar que quem amamos esteja nos deixando. Seja porque a pessoa escolheu assim, ou porque em outras circunstâncias a vida não nos deu escolha, 
o fato é que lidar com a partida de alguém que se ama e a falta que ela 
nos faz no dia-a-dia nos traz um sofrimento indescritível. 
Quando sentimos essa pessoa arrancada de nossos braços, e nos vemos de braços vazios sem ter para onde correr, sem ter aonde buscar, o desespero toma conta de nós e 
nos entregamos a tristeza fazendo dela nossa maior companheira. A sensação de impotência nos paralisa e do alto da nossa inércia passamos a cultivar a lembrança da
 pessoa e de tudo que ela representava (e ainda representa) como refúgio para nossa dor.
Quando alguém se vai nem sempre isso significa uma perda. É preciso 
observar o que a pessoa significou em nossas vidas, quanto ela contribuiu
 para que nos tornássemos uma pessoa melhor e se você analisar desta forma, vai perceber que mesmo ela indo embora, deixou muito dela com você. Perceba que
 na verdade você ganhou, porque ela veio para somar em sua vida, para acrescentar, para complementar e preencher as lacunas de sua vida com o amor dela, 
te fazendo descobrir facetas de si mesmo que você nem imaginava. 
E o que ela levou de você, você também não perdeu, porque quando você se doou, quando ofereceu o seu amor, você o fez de coração aberto, você entregou tudo de si, 
o seu melhor, e tudo isso que você doou não te pertence mais, 
faz parte dela agora. Não existe perda em uma relação de amor, seja entre parceiros, amigos ou familiares, o amor é um sentimento universal e sublime que só acrescenta em nossa vida, se em algum momento ele diminuir, então não era amor.
A saudade existe justamente porque momentos maravilhosos foram 
vividos juntos, lembrar-se de cada sorriso, cada abraço, cada carinho, o jeito da pessoa te chamar, a emoção ao ouvir a voz, a alegria apenas por estar junto, isso tudo e mais 
um pouco faz com que a saudade aperte e as lágrimas rolem. Chore de saudade por tudo que viveu, mas não de tristeza por não poder reviver isso no momento. Perceba que 
a única forma de não sentir essa saudade tão intensa e dolorida seria não 
ter vivido nada do que você viveu, seria não ter essas lembranças tão fortes, eu não sei você, mas eu prefiro muito mais essa saudade que me lacera a alma, do que abrir mão de tudo que vivi.
Existe um momento onde a vida de vocês se cruzou, juntos vocês escreveram 
uma história e essa história estará sempre gravada na existência de cada um, 
na alma e quem sabe em algum momento vocês não vão se reencontrar 
para reler essas páginas. O tempo da vida é diferente do nosso e as 
circunstâncias da vida também, é preciso confiar que tudo está certo do 
jeito que está, aceitar cada dia com alegria, e viver ao máximo, para que a 
cada dia estejamos sempre escrevendo páginas que serão de saudades e não de tristezas.
Não podemos reescrever o passado, nem tão pouco mudar o destino daqueles que amamos, cada um tem seu próprio caminho e as vezes, por mais difícil que seja, esse caminho não nos inclui, então por amor é preciso entender, aceitar, e deixar ir...


Por Maisa Baria.



















Referência: https://www.facebook.com/.../posts/1609872915908586:0



Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Você sabe o que é um memorial on line ?

Prezado leitor do blog, em algum momento da sua vida você já se perguntou o que acontece com seus dados na internet após o seu falecimento ?

Caso a resposta seja sim, quais foram as medidas tomadas por você para garantir que seus documentos e contas não fiquem simplesmente abandonados no âmbito virtual?
Se ainda não pensou sobre o assunto, como prevenção sugerimos a pensar e tomar algumas atitudes.

Abordaremos aqui sobre a morte, o luto e a virtualidade.

As perguntas iniciais são: 
Como você gostaria de ser lembrado após sua partida?
 E como gostaria de se lembrar de quem se foi?

Já existem sites específicos para lidar com os dados virtuais das pessoas que venham a falecer. Qualquer um pode inscrever-se neles. A maioria cobra algum tipo de taxa para “cuidar” dos detalhes finais, após a morte do cliente. Que tipo de detalhes? Envio de mensagens avisando do falecimento para todos os contatos previamente selecionados pela pessoa, armazenamento e distribuição de senhas e outras informações necessárias a quem quer que seja, entre outros..


No entanto, existe mais a ser discutido do que simplesmente o que vai ficar registrado no virtual para a posteridade: quais as implicações em se manter um legado virtual? Para quem parte, é uma forma de ser lembrado; para quem fica, é uma forma de se lembrar de quem já não está aqui.

Memorial online
Pode-se criar um memorial online: página na internet onde as pessoas relacionadas ao falecido podem escrever mensagens, prestar condolências, falar sobre a convivência com o finado, postar vídeos e fotos, etc. 
É possível fazer isso até pelo Facebook atualmente. Dois links que explicam melhor como funciona o memorial pelo Facebook:

1. “O que significa manter uma conta como memorial? Ela é desativada ou excluída?”

http://www.facebook.com/help/?faq=103897939701143

2. “Como faço para informar o falecimento de um usuário ou uma conta que precisa ser transformada em um memorial ou excluída?”

http://www.facebook.com/help/?faq=150486848354038

Aqui estão outros sites que podem ser usados como memoriais virtuais sem custo (em inglês): 

1. http://www.last-memories.com/

2. http://www.bcelebrated.com/

O memorial online é uma maneira diferente de estar em contato com alguém já falecido. Deixar uma memória virtual para ser visitada por pessoas queridas pode ser algo reconfortante – tanto para quem elabora essa página, quanto para quem possa acessá-la. Falar sobre morte e perdas no meio virtual, assim como no meio presencial, não é fácil para todos. Logo, deve-se pensar nas possibilidades de cada pessoa que entra em contato com algum tipo de memorial online. Não são todos que ficarão à vontade para postar comentários numa página de alguém falecido, tampouco podem ter vontade de ler mensagens a respeito da pessoa que se foi.


É fato que entrar numa página e ter mais detalhes sobre o falecimento ajuda a tornar o evento mais “real”, ainda que seja sofrido. No caso de um memorial, pode ser que familiares e amigos não se sintam bem com essa proximidade e facilidade de acesso que a internet permite a todos. Mas é sempre possível restringir a página somente a pessoas conhecidas.


Abaixo temos alguns exemplos de fatores que podem complicar o processo de luto de quem acessa um site memorial publicamente aberto:
• Pessoas podem mandar mensagens ou aconselhamentos que venham causar mal-estar para os familiares, gerando uma necessidade de moderação dos comentários, por exemplo: pessoas que nunca falavam com o falecido ou com sua família podem vir prestar condolências, e isso vir a causar eventuais reações negativas em pessoas próximas ao finado;

• A pessoa falecida poderia ter segredos que não gostaria que viessem à tona e que podem aparecer publicamente na internet. Algumas pessoas queridas do falecido podem vir a saber de informações que o mesmo não lhes contara em vida (porém, nada disso impede que não aconteça o mesmo presencialmente – como tantas vezes ouvimos dizer que “o falecido tinha duas famílias”, por exemplo);


• Se algum indivíduo não for avisado do falecimento, pode ser que se sinta mal ao descobrir – de forma abrupta – que alguém querido se foi, por meio de um memorial online;


• A exposição de uma página memorial na internet pode chocar as pessoas mais jovens: a internet é utilizada por muitos adolescentes – que nessa época já estão passando por essa fase muito sensível da vida – que poderão ter maior dificuldade em lidar com a morte, nessa sua expressão inusitada.

Memorial online: aspectos positivos

Por outro lado, temos exemplos de aspectos positivos do uso das páginas memoriais no processo de enlutamento:

• O diferencial de um memorial na internet é a possibilidade de deixar mensagens dirigidas ao falecido: mesmo sabendo que essa pessoa não poderá lê-las, o procedimento de deixar mensagens pode beneficiar o processo de luto de quem escreve, pois escrever é trazer à realidade o que antes era apenas pensado ou sentido; e mais, é celebrar quem aquela pessoa foi na sua vida, é relatar histórias de momentos compartilhados e como isso marcou e transformou quem você era na pessoa que é hoje;

• É possível presenciar o processo de luto das outras pessoas e conversar com elas: pode-se mandar mensagens privadas para quem morreu, mas o sentido de escrevê-las num local de acesso público tem uma relação com o senso de comunidade, do sofrimento grupal pela perda e também serve para construir um novo tipo de relação com quem partiu, ao menos do ponto de vista de quem com ele conviveu;


• Ter páginas memoriais ajuda quem mora longe a ter um lugar para se sentir conectado com o falecido, fornecer apoio a amigos e familiares e até fazer seus próprios rituais de despedida;


• É útil nas situações onde se optou pela cremação e não há túmulo para ser visitado;


• É reconfortante para muitas pessoas saber que há um lugar onde se possa encontrar diversas lembranças e informações sobre alguém que já se foi. Seja um álbum de fotos no armário do sótão, um vídeo guardado na estante da biblioteca ou uma página memorial virtual; é bom saber que algo estará lá, esperando por nós, quando estivermos prontos.
Em suma, diante da morte também podemos utilizar os recursos que as vias virtuais oferecem em nosso benefício: existe uma tendência maior à proximidade e intimidade, de modo mais acelerado, na internet (isto é chamado de “online disinhibition effect”). Lembrando que essa proximidade não é física, e sim virtual, a frequência com que nos conectamos no mundo moderno e o compartilhamento público de nossas emoções num grupo podem se tornar novas – e poderosas – formas de lidar com o processo de luto e nossos sentimentos em relação às perdas de uma forma geral.





Autora:Ana Luiza Mano - Psicóloga componente do NPPI -(Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática - PUC-SP)


Assunto sugerido pelo Sr.Ronald Haas - Diretor do Boa Vida
Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pensão por morte: mudanças nas regras para adquirir este benefício!


        Com a edição da medida provisória que criou regras mais rígidas para concessão da pensão por morte, adquirir este benefício se tornou mais difícil, porém as novas regras não atingem quem já é beneficiário.


         Com as novas regras o prazo de carência (tempo) que antes não existia, atualmente passa a ser de 24 meses de contribuição para que o cônjuge e seus dependentes tenham direito ao benefício do segurado falecido. Outra mudança ocorre em relação ao tempo de casamento ou união estável, que passa a ser de no mínimo 24 meses para que o cônjuge tenha direito ao benefício. A exceção à regra da carência, está na ocorrência de morte ou doenças provocadas pelo trabalho.

Também perderá o benefício da pensão por morte aquele que for condenado por matar intencionalmente o seu cônjuge.




     A pensão por morte vitalícia se encerrou para os cônjuges mais jovens, atualmente quem adquirir o benefício com menos de 44 anos da idade não terá direto a vitaliciedade. Pessoas entre 39 e 43 anos terão direito a receber por 15 anos o benefício, enquanto os com 21 anos ou menos receberão por apenas 3 anos.

Por fim, antes da nova regra todos recebiam 100% o valor do salário benefício, atualmente os novos beneficiários se limitaram a 50% do salário benefício mais 10% por dependente até o limite de 100%, salvo órfãos de pai e mãe.