segunda-feira, 30 de março de 2015

Vale a pena guardar objetos ?




Quando fui noiva comprei um jogo de talheres caríssimo, gigante, banhado a ouro! Não casei.
Dei de presente pro meu pai, que nunca teve coragem de abrir a maleta pra usar em casa: "Isso é muito chique pro dia-a-dia". Ele faleceu.
Fiquei sem pai, sem casa, "apenas" com um jogo de talheres caro, sem uso, por ser muito chique pro dia-a-dia.
Quando me mudei pra minha casa nova, me deparei com aquela maleta, não lembrava nem a senha pra abri-la (sim, tinha senha). Quando consegui abrir, fiquei namorando um século aqueles talheres que seriam pra mim e pro meu marido, depois pra mim e pro meu pai. E não foram! Ali estava eu, querendo saber o que faria com eles! Pensei em guarda-los de novo, vender...
Mas pra que isso, gente? A vida já não me deu respostas suficientes? Não deu tempo de usar com ninguém que quis, e iria deixar estocado mais uma vez?
Eu voltaria no tempo pra ter usado com o meu pai, nem que fosse pra usar a faca de peixes pra passar manteiga no pão! Oras, os talheres são meus e faço deles o que quiser!
Ahhh pai, se soubesse disso.. Teríamos sido "chiques" juntos!
Pra que guardar pra depois, esperar ocasiões especiais? Porque não viver agora?
PRA MIM, MEU DEPOIS É HOJE!
Conviver com a morte de perto ensina algumas coisas, além de SEMPRE, sempre dizer o que sinto, a morte me ensinou a VIVER (e a usar meus talheres).
Amanhã pode ser, mas também pode não ser. E se não for, que merda que eu fiz de não usar aqueles talheres, que merda que eu fiz de não ter te chamado pra sair, que merda que eu fiz de não ter dito que gosto de verdade de você!
Então vou fazendo assim com a minha vida e tem dado certo: uso meus talheres, minhas roupas bonitas, minha maquiagem pra comprar pão, meus "oi's" pra quem quero. Uso meus HOJES, todos os dias, como se fossem especiais, e não é que eles se tornam realmente especiais?
Todo dia é dia de ser feliz. Todo dia é dia de ser "chique", por que eu quero ser especial hoje, agora. Não tenho tempo pra depois.
PORQUE O MEU DEPOIS, REALMENTE É AGORA.





Por Ruana Homem - Via Facebook


Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

segunda-feira, 23 de março de 2015

Doação de 2 microondas para Capela Mortuária Melvin Jones de Indaial

No dia 19 de fevereiro o Boa Vida doou 2 microondas para a Capela Mortuária Melvin Jones de Indaial.

Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida é quem intermediou a doação.

Estes microondas são novos e ficarão na cozinha da capela para as famílias utilizarem durante o velório.

Na foto (esquerda para direita):

Sr.Packer e Tássia



Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2015

A morte de cada dia !


"Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.
Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio!
A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.
É a fronteira entre o passado e o futuro ..."
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional?
Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento?
Então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.
Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.
E, qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados".
Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não
matemos as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como:
- brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc.
Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.
Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído?
Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, para que nasça o ser que você tanto deseja ser !?

Pense nisso e morra!

Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!


(Fernando Pessoa).



Colaborou:  Patrícia dos Santos – Psicóloga - Serviço Social Boa Vida – Formação em Perdas, luto e separação (Tanatologia).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Quando eu me for ...

         

Sempre questiono: como será quando eu me for, quando eu me despedir dessa vida? 
Se fosse hoje, eu que passei de fase no vídeo game da vida, passarei a viver na fase mais evoluída, aquela que somente os níveis mais altos de excelência alcançam. Afinal, cada aprendizado é uma fase. Cada tombo é uma fase conquistada ou pelo menos ferramenta para conquistar a próxima fase. Quando eu partir significa que conquistei todas as ferramentas possíveis nesse meu vídeo game, um game que cada um tem uma versão, cada um passa de fase de uma forma. É como se construíssemos nosso game enquanto jogamos.
        Se a passagem significa ter vencido o nível mais alto do game, como eu acredito, desejo que assim seja interpretado: uma conquista. A conquista de viver ao lado do chefão, como meu filho chamava o personagem mais poderoso e importante de seus jogos quando era pequeno. A conquista de poder viver no melhor ambiente do jogo. A conquista da verdadeira vitória. A vida plena, onde não existe dor, nem sofrimento, somente amor incondicional.
          Quem me conhece sabe que eu considero conquistas evidências de sucessos! Neste caso, estar com o PAI seria a maior delas. Seria a comprovação de que você foi honroso, fez a diferença nesse mundo, de que pelo menos uma vida foi mais feliz porque você viveu! E como toda evidência de sucesso, merece ser celebrada. A passagem para essa fase, que é o topo do game, deve ser celebrada como todas as outras. No meu caso, com muita alegria, muita positividade, muita fé e a certeza de que o que está por vir é sempre muito melhor!
          É assim que eu gostaria que as pessoas que me amam vissem a minha passagem. Eu sei que todos sentimos saudades dos entes queridos que conquistam essa vitória, que todos sofremos com a despedida, e não poderia ser diferente. Mas também sabemos que a dor é por nós mesmos e pelos outros que ficam, e que tenhamos todos consciência disso. Peço que Deus nos conforte o coração. Que essa dor seja apenas o suficiente para que todos possam retomar seu próprio game com alegria e a certeza de que o que está por vir é ainda melhor! Mesmo sabendo que quem se foi deixa marcas que sempre serão lembradas com amor no coração.
        Quando eu me for, quero ter certeza que inspirei pessoas, que tive muita fé, muito amor incondicional, muita determinação e força de vontade. Que todos se lembrem de suspender todo tipo de julgamento, de dar o melhor de si em tudo que fizerem, de valorizar as diferenças, de honrar e respeitar o passado e transformar tudo em um lindo presente e um futuro incrível. Que todos tenham tomado posse do poder que existe em cada um de nós para transformar o mundo em amor!
Em homenagem a Carlita Manfredini.

Por Janaina Manfredini - Coaching

Referência : http://www.effectacoaching.com.br/blog/quando-eu-me-for/


Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

terça-feira, 3 de março de 2015

Doação de cadeira de rodas para Capela Mortuária Melvin Jones de Indaial

     No dia 26 de fevereiro Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida e Simone G. Tanaka - Assistente Administrativa do Boa Vida de Indaial doaram para a Capela Mortuária Melvin Jones em Indaial uma cadeira de rodas tamanho Big.

Esta cadeira ficará nas dependências da capela e será utilizada em caso de impossibilidade de locomoção interna (no caso de alguém ir num velório dentro desta capela).


Na foto (esq. para dir.):

Simone, Sr.Packer e Tássia



Na foto (esq. para dir.):

Tássia, Sr.Packer e Simone



Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.

Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br


segunda-feira, 2 de março de 2015

"Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval!



"Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

2015 tá aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.
Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.
Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.
Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.
Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um ciclo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.
É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.


E eu quero um 2015 detox.

Detox de dias iguais.
Detox de gente ruim.
Detox de maus hábitos.
Detox de inveja.
Detox de relações doentes.
Detox de obsessões.
Detox de pessimistas.
Detox de medo de mudar.
Detox de dias desperdiçados.
Detox de sentimentos pobres.
Detox de superficialidade.
Detox de vícios.
Detox de viver por viver.



E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?"

Por Ruth Manus.
Pense e reflita:





Referência: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/detox-na-vida/



Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br