quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Funeral: A importância dos Rituais


A dor do luto é tanto parte da vida quanto a alegria de viver...(Parker)

Quem já teve que contratar um funeral ou quem atua no ramo funerário sabe de todas as questões práticas e burocráticas que envolvem esse processo: escolher o caixão, a mensagem que estará na coroa de flores, a roupa da pessoa falecida, onde se realizará o velório e o sepultamento, avisar aos familiares, uffa! Quanta coisa a ser feita, a ser decidida em um momento tão delicado não é mesmo?. O que não nos damos conta é da função social, espiritual e psicológica que envolvem os rituais em si. O funeral é a cerimônia que oficializa a realidade da perda. E também tem várias funcões:

  • é um ritual de despedida;
  • consolida a realidade da morte;
  • facilita a expressão de apoio, amor e solidariedade para os enlutados;
  • cumpre a função de “separar” o morto dos vivos.
Os rituais são importantes para o processo do luto, pois; o luto nunca terminará se nem começar. Quando não temos uma experiência física e tangível da realidade da morte, podemos suprimir a nossa dor negando. É por isso que ver o corpo no hospital, em casa ou no funeral nos ajuda a aceitar e a nos “acostumar” com a realidade da perda.
Em suma, os ritos de passagem são marcos para a mudança. A festa de 15 anos por exemplo, onde deixa-se de ser criança para ser adolescente, o casamento onde deixa-se a condição de solteiro para ser um casal; a formatura onde você passa a assumir uma nova condição profissional, também o funeral que marca a passagem da vida para a morte. O ritual é um sistema cultural de comunicação simbólica e cada cultura tem seus próprios ritos de passagem, assim como as distintas religiões.
Aos profissionais que trabalham no setor funerário,  cabe poder oferecer de maneira personalizada seus serviços, afim de garantir que independentemente de religião ou credo a família possa realizar a despedida do ente querido conforme seus costumes, pois, ritualizar a despedida facilita o recomeçar.


Referência: 
SOARES, E. G. B; MAUTONI, M. A. A Conversando sobre o Luto. São Paulo: Ágora, 2013.
NALETTO, A, L; OLIVEIRA, L. F. Qual o Papel do Cemitério e do Funeral no Processo do Luto. Disponível em: www.centromaieutica.com.br. Publicado em 02/10/2006. Acesso em: 09/09/2014.
Colaborou: Patrícia dos Santos Psicóloga do Boa Vida 
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br

Um comentário:

  1. Temos visões diferentes sobre o luto, pois na maioria dos casos, as pessoas pensam que o luto só se dá com o falecimento e acabam não vivendo por inteiro os ritos de passagem de cada fase da vida. Quando não se vive por completo cada momento, acaba por não aceitar que o tempo passa, que a vida muda, que tudo faz parte da vida.

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