quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Boa Vida sempre apoiando grandes ideias, ‪#‎doesangue‬

Para doar em Blumenau e região: Hemocentro Regional de Blumenau (Hemosc), Rua Theodoro Holtrup, 40 Vila Nova - 3222-9800.





quarta-feira, 29 de julho de 2015

Visitas ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula em Curitiba

        No Brasil as visitas em cemitérios estão aos poucos ganhando mais espaço. Segundo Clarissa Grass vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais “aqui a mentalidade é outra. Ainda relacionamos a morte ao sofrimento e ao luto”.

        Mas na Europa, um dos cemitérios mais visitados é o Pére Lachaise, em Paris. Anualmente o local recebe 2 milhões de pessoas interessadas no túmulo de celebridades como Allan Kardec, criador do espiritismo, ou ainda do roqueiro Jim Morrison, vocalista da banda The Doors.



Na cidade colombiana de Medellínn, o cemitério foi transformado em patrimônio cultural, onde são realizados shows pirotécnicos em noites de lua cheia. No espaço também acontece exposição de fotos e até concurso de arranjos florais, segundo Clarissa.

Para a turismóloga Luciane Spader, este tipo de turismo vem crescendo e ganhando importância, a ponto de serem organizadas viagens e excursões com objetivo exclusivo de conhecer cemitérios. Em alguns casos, inclusive, os cemitérios mais famosos criaram tours virtuais, para divulgar acervo artístico, cultural e histórico desses lugares pela internet.

Há um certo tempo, acontece mensalmente visitas gratuitas,  guiada pela pesquisadora Clarissa Grassi no Cemitério Municipal São Francisco de Paula em Curitiba no Paraná.


As visitas duram em média de 2 a 3 horas e as vagas são limitadas. Para fazer inscrições envie e-mail com nome completo e R.G. para: visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Nova logo e folder do Grupo Girassol - Apoio à família enlutada

Como é de conhecimento, o Serviço Social do Boa Vida há 2 anos criou o Grupo Girassol, que tem como objetivo oferecer suporte para as pessoas que tiveram perdas (por morte) e que estão vivenciando um  processo de luto.

Nesses dois anos do grupo, algumas pessoas enlutadas já participaram das reuniões e para comemorar essa data foi criada uma logo novo do grupo e folder.

Veja abaixo a nova logo e depois o novo folder:









Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.

Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Sobre filhos e dor ...

Partiu cedo. A vida, estranha e deliciosa como ela só, não perguntou se estava na hora. Ele nem havia lido esses livros que falam sobre partidas “verdes”, dessas que parecem não ter amadurecido. Talvez tivesse tido tempo para compreender sua própria viagem. Tinha sonhos, como todos nós temos, mas os dele não estavam esquecidos, esperava a faculdade, esperava ter um filho com o seu amor, sim, estava naquela idade em que o amor escolhido parece pra sempre.

Deixou as gavetas desarrumadas, cheia de bilhetes, ingressos de shows. Deixou os calçados espalhados no quarto, pensou que voltava, que as bagagens não precisariam ser arrumadas, afinal, a morte parecia residir tão longe, nem sabia como localizá-la no mapa...

Contrariando todas as grandes miudezas que perfazem tão lindamente essa idade, deu um beijo na mãe e saiu, sorrindo, porque era assim que namorava a vida, sorrindo. Não retornou, não disse adeus.

A dor chegou, a dor explodiu na casa, no quarto, na varanda, Senhor, a dor era tão intensa que, em alguns momentos, não cabia nos livros, não cabia no coração. Quem ficou, procurou respostas, perguntou para os que estavam por perto, para os que estavam longe, sim, como se houvesse explicação para essa noite no seu dia, para dias tão frios com tanto sol, afinal, era cedo demais.

Era tanto sofrimento, que simbolizavam a própria dor, ainda assim a vida seguiu, apesar da dor, apesar do amor, apesar do vazio. Sentiam um descontentamento, daqueles que os olhos vazam as paredes, daqueles que a comida não tem sabor, daqueles que as pessoas falam, mas não há som.

O amor, intenso, delicadamente, pediu licença para se misturar à dor. No meio da dor lembraram-se dos sonhos esquecidos, no meio da dor lembraram-se do filho, do namoro que ele mantinha com a vida, sorrindo. Sentiram paz, apesar da dor. Sentiram alegria, apesar da dor. Sentiram tanto amor que agradeceram pela estadia, agradeceram a memória: da voz, do jeito de andar, das histórias vividas, das músicas que ele ouvia, dos tênis e roupas espalhados pela vida, dos amigos que haviam passado por ali, das fotografias. No meio da dor, lembraram-se do sorriso do filho.

Todas essas memórias viraram alimentos, Senhor, daqueles que enchem o coração e a alma. Alimentados com as lembranças mais doces desse filho, juntaram os sonhos esquecidos e pegaram uma carona com a vida...chorando, mas sorrindo....






Disponível em : http://lacoselutos.com.br/index.php?pag=artigos_ver&id=42&titulo_pagina=Sobre Filhos e Dor


Acesso em 03/07/2015


Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br