quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

E chegou o fim de ano novamente ...



Neste ano de 2015 o Boa Vida completou 17 anos.
Foi um ano num geral um tanto diferente, se tratando tanto para nós colaboradores do Boa Vida/Haas quanto para o Brasil.
Um ano onde um dos assuntos mais comentados foi a questão da corrupção no nosso Brasil, a outra questão foi do tempo e chuvas em Blumenau e região do Vale do Itajaí.
E neste ano ainda tivemos uma grande perda, Sr.Rolf M. Haas - fundador da Funerária Haas faleceu em novembro.

Se tratando do Brasil, neste ano teve muitas mudanças econômicas, sociais e o desemprego rondou algumas empresas e famílias. Algumas famílias se restruturando e se adaptando com a nova condição social e criando formas para driblar esta fase.

Já o clima este ano mexeu também com humor das famílias e pessoas, em especial aquelas que moram em áreas de risco. Devido ao fenômeno Elninho, este ano principalmente no segundo semestre, quase todos os dias choveram e Blumenau novamente ficou em estado de Alerta. Por mais que tenha assustado a todos nós, o pior não aconteceu e a enchente não ocorreu.

E por fim, mas não menos importante, este ano a família Haas perdeu o grande criador de toda marca. Um empresário competente, honesto, trabalhador. Viajou a muitos países, conheceu muitas pessoas, cidades, empresas mas jamais deixou de apreciar a simplicidade. Desde uma linda árvore, um passarinho no seu ninho ou as belas frutas da sua plantação.
Um Senhor íntegro, um pai de família presente, conhecedor e exemplo de educação, comprometimento e de fé.
Alguns de nós colaboradores do Boa Vida e da Haas não chegamos a trabalhar com ele, mas ao ouvir os relatos de colaboradores com mais de 20 ou 30 anos de casa e de algumas vezes ter o privilégio de conversar com Sr.Rolf nos fez admirar este Sr. tão especial.

Realmente vivemos o outro lado da moeda, atendemos a família no momento do falecimento do ente querido e dessa vez a família Haas passou por este lado, onde teve que contratar um serviço e pensar em tudo que é necessário para que o velório ocorra de forma convencional.
Perder alguém muito querido, nunca será normal quando se ama, se admira e se quer muito bem quem se foi, mas há uma certeza de que onde existe amor, existe história e saudade e se a saudade existe quer dizer que TUDO valeu a pena.

E seja em qualquer circunstância da vida, é necessário ter FÉ, e persistir a caminhada.
Pois nem sempre encontraremos flores pela estrada, haverá espinhos, pedras mas temos que ter a certeza que sempre após uma tempestade, haverá um pôr do sol nos aguardando para seguir em frente!!!!

Desejamos que em 2016 você cliente, parceiro, colaborador do Boa Vida e Haas tenha muita fé para buscar seus objetivos.
Que tenha saúde emocional, física e espiritual para driblar todos os percalços.
Que tenha sabedoria para entender cada fase difícil que passa.
Que alcance todos os seus objetivos.
Que viva dias felizes ao redor dos seu familiares e de aqueles que você ama.

Agradecemos todo o respeito, carinho e confiança que todos vocês tem para com o Serviço Social do Boa Vida.




Na foto Sr.Rolf (in memorian) e D. Herta (sua esposa):




Fotos dos integrantes do Serviço Social Boa Vida:

Primeira foto (lado esquerdo): João e Ademir que realizam assistência aos velórios;
Segunda foto (lado direito): Patrícia (Psicóloga) e Tássia (Assistente Social);
Primeira foto (lado esquerdo embaixo): Davi (que realiza assistência aos velórios em Indaial, Timbó, Ascurra, Apiúna, Rodeio, Rio dos Cedros, Dr.Pedrinho e Ben. Novo);





Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida

E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Por que cães se recusam a deixar o local da tragédia em Mariana - MG?

        Além de toda a tragédia humana e ambiental causada pelo rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG), há também um drama que foi notado pelos bombeiros que trabalham no resgate dos desaparecidos: os animais.
        Os cães que viviam nas casas que foram destruídas no distrito de Bento Rodrigues se recusam a deixar o local e avançam em quem tenta tirá-los dali. Vários outros bichos como cavalos, patos e vacas têm sido resgatados, apresentando tremores, hipotermia e certa agressividade.
Para a doutora Ceres Berger Faraco, professora do curso de medicina veterinária da Uniritter e presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal, os cachorros também ficam em luto e, assim como os humanos, após uma tragédia, sentem estresse pós-traumático.

       "As pessoas que os cães confiavam não estão mais ali. Muitos deles se perderam das pessoas. Eles estão inseguros e amedrontados. Isso é uma espécie de estresse pós-traumático. Houve uma mudança abrupta da rotina deles", afirmou.
A bióloga especialista em comportamento animal e fundadora da Ethos Animal, Helena Truksa, concorda com esta explicação. Para ela, os cães ficam completamente sem saber o que fazer em um cenário de destruição como o de Mariana (MG).
       "Suas casas foram destruídas, sua família desapareceu ou morreu e eles se viram sozinhos em meio ao caos, sem saber ao certo como agir. Por terem perdido tudo, é normal que os cães prefiram ficar nos escombros da casa do que sair e se aventurar em um mundo desconhecido", afirmou.

       Segundo Faraco, os cães não são naturalmente agressivos. Esses episódios ocorrem quando os animais sentem muito medo. Assim como as pessoas, os cachorros também sentiram a tragédia e perceberam que os vínculos que tinham com as pessoas e outros bichos se perderam.
"É claro que o cachorro não sabe qual é o motivo que causou seu estresse, mas ele percebe a mudança total de seu ambiente. Para se sentir seguro e tranquilo, o animal tem de ter um controle daquelas condições que fazem sua rotina", explicou.

         Se não forem tratados, os animais podem ficar com traumas permanentes. Segundo a professora, há relatos de cães que passaram anos esperando a volta do dono que já havia morrido.
"Os cachorros esperam e sofrem de luto como a gente. A questão do estresse e da perda do ambiente é uma situação de luto. Eles ficam instáveis como nós", contou.
Para Truksa, os cães podem, inclusive, ter lembrança do momento mais estressante que passaram ao perderem a casa e os donos.

      "Caso o cachorro vivencie alguma outra situação semelhante, nem precisaria ser no mesmo nível desta, poderia ser bem menos intensa, ou até mesmo a simples visão ou cheiro de algum detalhe que o cão tenha visto no dia, pode fazê-lo se lembrar instantaneamente do dia da tragédia, futuramente, se lembrará da experiência nociva e apresentará medo acentuado", contou.
      "Os sintomas do estresse são respiração ofegante, aumento da frequência cardíaca e liberação de hormônios relacionados ao estresse na corrente sanguínea [cortisol]. A longo prazo, se não tratado, o trauma instalado pode se acentuar e comprometer a saúde do animal", completou.
Há também de se levar em conta que cachorros são bichos extremamente apegados ao território e, por isso, geralmente são mais resistentes em deixar o local onde costumam viver. Em Bento Rodrigues, alguns bombeiros tentaram resgatar os cães que insistem em viver no meio da lama e dos escombros. No entanto, por causa da agressividade, a equipe de resgate desistiu e agora apenas alimenta os animais.

        Para Faraco, após esse primeiro período de resgate das pessoas, é preciso repensar uma estratégia para tirar os cães que insistem em permanecer por ali.
"Existem pessoas treinadas para resgatar animais em acidentes. Os animais necessitam de um tempo de aproximação para conseguir a confiança ", afirmou.
Já Truksa defende que os cães sejam retirados dos escombros de maneira rápida, com cuidado e supervisão de um veterinário.

      "A operação precisa ser efetuada com agilidade, dada a situação emergencial, e em se tratando de animais que podem oferecer risco à integridade física das pessoas, pode-se buscar auxílio de um veterinário que aplicará ou autorizará o uso de sedativos leves para minimizar o estresse da captura dos animais e evitar possíveis lesões aos profissionais que efetuarão o resgate", afirmou.




Por: Thiago Varella
Colaboração para o UOL, em Campinas (SP) 11/11/2015 

Disponível em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/11/11/animais-ficam-de-luto-e-com-medo-apos-tragedia-em-mg-dizem-especialistas.htm. Acesso em: 25/11/2015


Colaborou Patrícia dos Santos
Psicóloga do Plano Boa Vida

E-mail: patricia.santos@boavida.com.br


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Não, nós não somos melhores que ninguém e nossa dor não é pior que a do outro.




Todo mundo sofre. Uma hora ou outra, dói. Não há quem escape. Uns sentem mais, outros menos. Mas todos sofrem. Ah, sofrem, sim.

Há os que demonstram pouco, quase nada, e isso não quer dizer que também não amarguem uma perda aqui, uma separação ali, uma decepção acolá. E há os que escancaram seu pesar com a honestidade de um alto-falante. Tem gente que grita sua queixa muito mais alto que o volume da dor que sente. Também tem aqueles que sofrem não pela tristeza da perda, do fim, do adeus, mas pela incompreensão do fato, pela dificuldade de aceitar que algo acabou.

E tem ainda aquela gente que sente tanto, mas sente tão fundo, que nem tem força para sair por aí berrando seu desespero. Então se fecha e chora baixinho até passar a dor.

Cada um de seu jeito, todo mundo sofre. Paciência. Estamos todos na fila para renovar nosso visto de permanência na vida.

Talvez esteja aí a menor distância entre cada um de nós. Nossa divina capacidade de sofrer, deixar para trás e seguir em frente. Em cada um de nós essa arte se manifesta de um jeito, em seu tempo. Porque somos diferentes, digerindo misérias diversas.

Tão chato quanto quem nos enfia suas alegrias goela abaixo, “eu sou mais feliz que você”, é quem insiste em nos castigar com suas desgraças, “eu sou mais triste que você”. Aí não basta nos mostrarmos solidários, bons ouvintes. É urgente sermos tão desgraçados quanto aquele a quem tentamos consolar. Sentimento estranho.

Lá pelas tantas, vem um de nós e escancara seu infortúnio em nossa cara, como quem diz “olha só o meu brinquedo, ele é maior do que o seu”. Em sua lógica perversa de exigir que todos reconheçam sua penúria e padeçam a seu lado, recusa o apoio simples, a mão estendida, o ombro vago. E agride, ataca, machuca quem estiver perto para provar que sua dor é mais sofrida.

Quanto engano. Dor nenhuma é pior que outra. Pessoais e intransferíveis, nossas dores podem ser consoladas, jamais comparadas ou transferidas. E a vida não é um concurso de sofrimentos.

Todo mundo sofre nessa vida. Sofre o rico e sofre o pobre, o mocinho e o bandido, o patrão e o empregado, homens e mulheres, crianças e velhinhos, heteros e gays, enrustidos e assumidos, pretos, brancos, vermelhos e amarelos, solteiros e casados, sozinhos e enturmados, cães e gatos, moscas e lagartixas, joaninhas, tatus-bola, lesmas e minhocas, as formigas, as girafas e os elefantes. Todos nós sofremos.

E sofre mais, sofre ainda mais quem acha que “o amor não acaba assim ou assado”. Esse padece em dobro. Primeiro pela falta do amor que se foi, depois com a descoberta de que a verdade sobre o coração alheio não lhe pertence. Sofre como qualquer um de nós. Ah, sofre, sim.

Por André J. Gomes - Em Colunistas

Referência:

http://www.revistabula.com/4531-nao-nos-nao-somos-melhores-que-ninguem-e-nossa-dor-nao-e-pior-que-a-do-outro/

Acesso em 07/12/2015.

Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@yahoo.com.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Treinamento sobre "Comunicação de más notícias e luto" em 30/11/2015

       No dia 30 de novembro ocorreu a palestra "Comunicação de más notícias e luto", ministrado pelas psicólogas Claudiane Aparecida Guimarães e Greici Maestri Bussoletto, no auditório do Boa Vida.





Referência:
Retirado do blog do RH Boa Vida



Colaborou Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social Boa Vida.