segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sobre perdas e luto ...




           O luto é um conjunto de reações emocionais, físicas, comportamentais e sociais em resposta a uma perda significativa. A morte de alguém querido desorganiza, provoca em cada um nós uma dor que parece não ter fim, muitas vezes difícil de superar e que requer tempo para ser “digerida”.
As reações frente ao ocorrido e o enfrentamento da perda vão depender de alguns fatores como: a circunstância da morte, quem era a pessoa falecida e qual papel essa pessoa tinha na vida do enlutado e qual a história e vinculação construída entre outros fatores que serão determinantes para a forma de vivenciar esse processo tão delicado.

Se você perdeu alguém querido e percebe as seguintes reações:

  • Falta de apetite;
  • Dificuldade para dormir;
  • Tristeza;
  • Choro ao falar ou lembrar da pessoa;
  • Falta de vontade de fazer as atividades rotineiras;
  • Cansaço;
  • Sensação de vazio;
  • Isolamento;

        Saiba que estas são reações comuns em quem vivencia o processo do luto, no entanto, a maneira de enfrentamento e expressão é muito singular. Algumas pessoas apresentam dificuldades de elaboração da perda, o luto persiste por um período longo, traz prejuízos para a saúde e para as relações; algumas pessoas ficam paralisadas com a morte do ente querido e parecem não encontrar um novo sentido para continuar a viver. Nestes casos é importante buscar ajuda profissional especializada.


Lembre-se: “Superar não é esquecer, significa aceitar e continuar a viver”.



Colaborou: Patrícia dos Santos
Psicóloga CRP 12/10686
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br










segunda-feira, 16 de maio de 2016

Encontro sobre Perdas e Processo de Luto maio/2016

No dia 10/05 aconteceu mais um Encontro sobre Perdas e Processo de Luto no auditório do Plano Boa Vida
Tássia H. de Deus falou rapidamente dos objetivos do Serviço Social do Boa Vida e Patrícia dos Santos - Psicóloga do Boa Vida abordou o processo em luto. 
O objetivo do encontro foi transmitir a equipe de novos colaboradores conhecimentos sobre as diferentes formas de perda, as principais características do enlutado, bem como, o manejo em diferentes situações.
O encontrou contou com a presença de colaboradores extremamente engajados e atentos ao aprendizado. 
Houve o compartilhamento de experiências, muita emoção e reflexão sobre a vida.


Abaixo fotos dos participantes:



Colaborou Patrícia dos Santos - Psicóloga do Boa Vida.
E-mail: patricia.santos@h1.net.br

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Tenho saudade de ter mãe, tenho saudade de ser filha ...


Dizem que quando um filho nasce, uma mãe nasce junto.
O mesmo acontece quando uma mãe morre: morre um filho junto.

No ano 2000 eu comemorei o Dia das Mães pela última vez, e desde então, Maio é o pior mês pra mim. Dia 05 seria aniversário dela, depois vem o segundo domingo do mês (quando eu falo para todas as minhas amigas que existe sim uma coisa pior que não ter namorado no dia dos namorados), e no dia 26 de maio ela faleceu.


Há 16 anos eu não sou filha do jeito que só uma mãe sabe fazer uma filha se sentir. Um jeito que é bem diferente do jeito que o meu pai faz até hoje (graças a Deus), mas que infelizmente não substitui, não ocupa o espaço, não faz diminuir a dor. O colo é diferente, o olhar é diferente, o carinho, a forma de se mostrar preocupado ou orgulhoso, os conselhos e até os esporros são diferentes.

No mês de Maio dói mais - e muito!, mas eu sinto falta dela em situações tão diferentes, que é quase uma presença. Sinto falta dela quando eu canso de ser adulta e uma mulher forte e só queria colo, e sinto falta do sorriso e do abraço dela quando estou feliz e as coisas estão bem. Ela sorria tanto e era tão bem humorada, que mesmo tendo lutado 10 anos contra o câncer, eu só consigo lembrar dela sorrindo. 

Arquivo Pessoal

Nesses 16 anos, eu lamentei ela não estar por perto nos momentos felizes e nos mais tristes que eu vivi. Na minha formatura da faculdade, eu estava com o cordãozinho de ouro com o nome dela, e a minha vó chorou na minha frente pela primeira vez, quando viu. Quando eu casei, usei a parte de cima do meu vestido de 15 anos, que ela tinha feito, pra ela estar presente ali também. Quando dei a minha entrevista aqui no Superela, falei sobre ela ter sido minha inspiração e motivação maior na moda.

Mas é nas pequenas coisas que eu lembro dela e a homenageio, como nesse texto. E me sinto feliz, grata e honrada por tantas pessoas acharem tantas semelhanças em nós duas. Desde o modo de andar até a forma de fazer humor. No tempero da minha comida até a forma como eu fico mexendo no cabelo.

Desde 2000 eu não comemoro um dia das mães, e como eu não quero ter filhos, essa data nunca vai ter outro significado pra mim. Toda vez que algum amigo meu perde a mãe, eu tenho vontade de dizer que essa dor vai passar ou diminuir com o tempo, assim como eu queria falar isso pra você que está lendo esse texto agora, mas infelizmente, eu não posso. Os anos amenizam, mas não curam essa dor. Tem dia que eu paro pra pensar na quantidade de coisas que já vivi e ela não viu, que parece ter bem mais que 16 anos que ela se foi. Em outros dias, dói tanto que parece que ela foi embora ontem.

Mas se tem uma coisa que eu sempre falo para os meus amigos, e que preciso te dizer agora é: aproveite muito a sua mãe enquanto tem. Dê valor, carinho e amor pra ela. A minha mãe já brigou muito comigo, e até disso eu sinto falta, e você vai sentir também. Vai sentir falta de ter mãe, vai sentir falta de ser filha.

Texto escrito por Priscila Citera - Consultora de estilo


Referência em:

http://superela.com/2016/05/05/saudade-de-ter-mae-saudade-de-ser-filha/

Acesso em 06/05/2016


Colaborou Tássia Hostin  de Deus -
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br