segunda-feira, 13 de junho de 2016

Eu sou: tanatopraxista !

Saiba como é a rotina dos profissionais que cuidam da aparência dos que foram 'dessa para a melhor'



Nome: Fausto da Silva Filho 

Idade: 55 anos
Tempo de profissão: 10 anos 
Formação: telecomunicações
O que faz: Prepara o corpo para o velório; cuida tanto da estética quanto da preservação 

O tanatopraxista cuida da boa aparência dos que já se foram. Para isso, o procedimento é quase cirúrgico. A diferença é que sua sala fica, normalmente, numa casa funerária. Apesar de não ser médico, esse profissional passa por um curso onde aprende anatomia e técnicas de instrumentação médica. “A gente precisa saber, ao menos, pegar uma veia”, conta Fausto da Silva Filho, 55, tanatopraxista há 10 anos.

Ex-técnico em telecomunicação, Silva nunca havia considerado a profissão, até que uma das empresas para as quais prestava serviço, um cemitério, ofereceu uma vaga. “Fiz curso de reconstrução facial e necromaquiagem. A tanatopraxia não existia. Surgiu só há 10 anos”, conta. Silva diz que nunca teve medo, mas que é preciso ter preparo psicológico.

O processo demora de duas a quatro horas e tem duas fases: na primeira, o sangue é substituído por um fluido de conservação (à base de formol), usando uma bomba de injeção. Na segunda, retiram-se outras substâncias, como fezes e gases, com uma bomba de aspiração e injeta-se um fluido que mantém o corpo conservado para o funeral e, depois, ajuda na decomposição.

Por último, o corpo é limpo com sabão neutro, o profissional cuida das unhas e do cabelo, faz a barba e hidratação na pele. Então, vem a necromaquiagem, que deve ser a mais básica possível: “Só um pó e um batom”, diz. Para Silva, a maior satisfação é a gratidão. “Familiares já vieram me abraçar por ter cuidado tão bem de seu ente querido.”

Cuidando do além da vida

Sem inchaço: A técnica é capaz de reduzir de 50% a 80% o inchaço causado naturalmente pelo falecimento do corpo.

Custos: Silva afirma que hoje o serviço se popularizou, mas antes era restrito às classes sociais mais altas. Em média, pode custar de R$ 500 a R$ 1.000.

Demanda: Silva também conta que todo dia tem trabalho. "Faço pelo menos 2 ou 3 procedimentos por dia, mas já cheguei a atender até 10 pessoas num dia", diz.

Corado: O fluido injetado pode variar de cor, para "corrigir" o tom da pele do falecido:"Quando uma pessoa morre de infarto, por exemplo, o corpo fica com um tom de roxo".

Por Thais Sant'Ana

Referência:
Disponível em:  

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/10/tanatopraxista.html

Acesso em 07/06/2016

Colaborou Tássia Hostin de Deus -
Coordenadora do Serviço Social do Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

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