terça-feira, 19 de julho de 2016

Você sabia? Rede de parceiros do Boa Vida!


670

Isso mesmo, o Boa Vida possui 670 estabelecimentos que são parceiros do Plano ao longo desses quase 18 anos.

O cliente poderá acessar a listagem de parceiros através do link:  site http://www.boavida.com.br/parceiros/

É só fazer um cadastro simples e pronto: acessará todos os estabelecimentos, profissionais que são parceiros do Boa Vida e oferecem algo especial ao cliente! 
Uma vez realizado o cadastro, ficará gravado para as próximas buscas. 

Além de Blumenau, Indaial, Pomerode e Timbó neste cadastro o cliente encontrará os paceiros de todas as cidades que o Boa Vida oferece cobertura.





Colaborou Tássia H. de Deus - 
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br


Morte de farmacêutica ganha repercussão e serve como alerta !



Faleceu na madrugada de quinta-feira (07), no Hospital e Maternidade Dom Orione (Araguaína - Tocantis), a farmacêutica bioquímica, Savanna Duarte. Ela tinha 34 anos e lutava há sete meses contra um câncer de colo de útero. A morte de Savanna repercutiu nas redes sociais e comoveu centenas de internautas. 
Savanna era servidora do Hospital Regional de Araguaína (HRA) e deixa uma filha e o esposo Danilo Leite, Superintendente da Secretaria Municipal da Assistência Social, Trabalho e Habitação. 
Em seu perfil no Facebook, Savanna recebeu várias homenagens. 

Em nota, a prefeitura lamentou a morte de Savanna: "Uma mulher guerreira, iluminada, mãe, amiga, filha. É com sua frase que nos despedimos hoje desta guerreira: o amor conserta tudo”. A frase relembra uma postagem publicada por Savanna em 15 de abril deste ano onde ela mostrou uma lista do que aprendeu depois que descobriu o câncer.

Confira: 

"Vou dizer o que eu aprendi de positivo quando eu descobri que estava doente: 

1) Ser amada é a melhor coisa da vida.
2) Enfermeiros são heróis.
3) A amizade verdadeira levanta até defunto.
4) Animais de estimação sabem consolar.
5) Aqueles que se menos espera, são os que mais ajudam.
6) É realmente possível viver sem comida por 7 dias.
7) Idade e maturidade são coisas diferentes.
8) Rir é o melhor remédio.
9) Fazer piada da desgraça ajuda a processá-la.
10) Sua família estará contigo até quando ninguém mais estiver.
11) Filmes e desenhos animados são um bom passa tempo para esquecer das dificuldades.
12) Morrer não é tão assustador quanto parece.
13) Se cobrar menos te deixa mais feliz.
14) Estabelecer limites para as pessoas a sua volta é importante.
15) A saúde é o mais importante de tudo.
16) Comer é um prazer divino.
17) Algumas pessoas estranhas serão mais gentis do que as que você conhece faz tempo.
18) É possível se tornar uma pessoa melhor depois do câncer.
19) Tudo está aonde deveria estar, mesmo que não consiga ver isso agora.
20) O câncer te traz novas amizades muito especiais.
21) Você vai amadurecer uns 10 anos em poucos meses.
22) Uma hora, as agulhas param de doer ao furarem a pele.
23) Câncer não é a doença mais triste que existe.
24) Suas conquistas serão inúmeras.
25) Todo mundo vai saber seu nome.
26) Vai se tornar cliente vip dos lugares que frequenta.
27) Vai receber pequenos agrados e sorrisos.
28) Vai poder dizer muitas vezes: "por experiência própria, acho que…".
29) Vai economizar horrores com salão, depilação e manicure.
30) Vai ser mimada e constantemente agradada.
31) Vai ser capaz de amar mais intensamente.
32) Vai olhar a natureza, o céu e os pássaros como nunca viu antes. 
33) Se tornará mais sensível para perceber as necessidades verdadeiras do mundo.
34) O amor conserta tudo.
35) A dor não é eterna.

A morte de Savanna serve como alerta em relação a esse tipo de câncer que é o segundo que mais mata mulheres em todo mundo, perdendo apenas para o câncer de mama. O Exame preventivo do câncer do colo do útero (Papanicolau) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. 

É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite reduzir a mortalidade pela doença. 

Quem deve fazer? Toda mulher que tem ou já teve vida sexual e que estão entre 25 e 64 anos de idade. Devido à longa evolução da doença, o exame pode ser realizado a cada três anos. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após três anos.

Fonte: Brumado Verdade
Equipe Oncoguia - Data de cadastro: 12/07/2016 - Data de atualização: 12/07/2016

Referência: 


Acesso em 13/07/2016

Colaborou Patrícia dos Santos - 
Psicóloga do Boa Vida



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Você sabia? Quantidade de materiais de recuperação locados pelo Boa Vida!

Além do objetivo principal do Plano Boa Vida que é assistência ao funeral, existe outros benefícios e um deles é o empréstimos de material de recuperação para as pessoas inclusas no plano.
Esse empréstimo é gratuito durante os 3 primeiros meses.


Até o momento estão locados 587 materiais entre muletas, 
andadores, cadeira de rodas e de banho.




* Imagens da internet.


Colaborou Tássia H. de Deus - 
Assistente Social CRESS 4237
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

Cão "terapeuta" trabalha em funerária e ajuda pessoas a superarem o luto





O norte-americano Matthew Fiorillo, de 45 anos, teve a ideia de colocar um cão na funerária "Ballard-Durand Funeral & Cremation Services", como uma opção de oferecer aos clientes uma "terapia".

Segundo informações do site "Today", Matthew pensou em fazer isso quando perdeu um vôo e passou por uma situação estressante no aeroporto, em 2014. O homem só conseguiu se calmar quando uma senhora passou por ele com um cachorro.


"Uma onda de calmaria tomou conta de mim e eu pensei 'nossa, isso é realmente muito poderoso'", contou ao "Today". "Comecei a pesquisas sobre os benefícios de ter um cachorro por perto e maneiras de implementar a ideia na funerária".
Em maio de 2015 Matthew colocou a carinhosa cadela da raça goldendoodle, chamada Lulu, como um novo funcionário em seu negócio e garante que o animal faz bem aos clientes.

Chelsea Sules, de 26 anos, disse que pensou que nunca mais sorriria após a morte de seu irmão Stephen no último dia 17. Porém, quando Lulu chegou perto dela, ela começou a rir e se sentiu confortada. "Entramos no local e Lulu veio correndo em direção à mim e minha irmã. Começamos a rir e ela nos acalmou", contou.







Redação RedeTV!

Referência: http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/da-para-acreditar/cao-terapeuta-trabalha-em-funeraria-e-ajuda-pessoas-a-superarem-o-luto

Acesso em 11/07/2016


Colaborou Tássia Hostin de Deus -
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail : tassia.hostin@boavida.com.br

terça-feira, 12 de julho de 2016

História de superação: “O sentido da vida pra mim, é o simples fato de estar vivo”


Filho único, ele perdeu a mãe e, em seguida, o pai foi também, de ‘saudade’; o sentido da vida é ‘estar vivo’

O administrador potiguar Alyryo Machado Freire, de 36 anos, é leitor do blog (olha que chique) e enviou há algum tempo uma mensagem expressando a vontade de compartilhar sua história.

Primeiro eu fiquei bastante contente com o fato de alguém que eu não conhecia querer dar seu depoimento, assim, espontaneamente. Depois, muito emocionada com a história dele. Na primeira mensagem, foi dessa forma que ele resumiu sua experiência:

“Gostaria de compartilhar um pouco da minha história com vocês. Sou filho único e perdi meus pais em 2009 (minha mãe em janeiro e meu pai nove meses depois). Aprendi que a vida nem sempre é fácil, mas, apesar de tudo, pode ser doce.”

Como ele mora em Brasília, enviei as perguntas por e-mail. Acabei lendo as respostas num dia que eu estava meio ‘jururu’. Terminei a leitura com lágrimas nos olhos, emocionada pelo relato e feliz por ter recebido o que considerei um ‘presente’ naquela manhã cinzenta de feriado de plantão: alguém tinha uma história, de muito aprendizado, para me contar.

Alyryo conta o período que ficou na UTI tendo que acompanhar os dois pais internados. Seu pai teve um infarto pouco tempo depois de a mãe ser internada por uma doença autoimune. “Fiquei conhecido no hospital como ‘o rapaz que está com o pai e a mãe hospitalizados e é filho único'”.

Ele diz que após a mãe morrer esperou 15 dias para dar a notícia ao seu pai, acompanhado de uma grande equipe médica. Relata como que a morte da mãe fez ele se aproximar do pai, com quem havia tido pouco contato. “E é ai que vem a parte mágica nisso tudo. Hoje, vejo que sabiamente Deus me deu uma oportunidade de conviver com o homem, que muito embora eu o admirasse, pouco tempo tinha para que ficássemos juntos devido ao trabalho. Estávamos agora eu e ele, convivendo como amigos, em um apartamento pequeno.”

Quando seu pai partiu, ele disse que “chegou ao fundo do poço”. “Mas como certa vez minha analista disse: a morte tem dois fatores importantes: Ou ela te faz afundar junto com ela ou você pega impulso, aproveita a vida e vive da forma como você nunca viveu’. Eu preferi a segunda'”.

Compartilho a história que o Alyryo contou:

Nasci em Natal, às 13h do dia 30 de maio de 1977. Após três abortos (minha mãe teve sérios problemas em todas as vezes que tentou engravidar, inclusive na minha), cheguei ao mundo saudável e, falava meu pai, risonho também.

Fui uma criança que cresceu rápido, no meio de dois adultos (meus pais foram pais em idade avançada. Ele com 38 anos e ela, com 43).

Tive uma excelente educação. Pai ausente por conta da dedicação ao trabalho, mas sempre muito amável. Mãe dedicada, dona de uma fé invejável e minha maior referência como exemplo de doçura e amor ao próximo.

Cresci, me formei, iniciei a fase profissional com um pouco de ambição (que hoje confesso não ter mais – e nem quero). Fui um jovem que adorava festa (e ainda adoro), qualquer coisa para mim, por mais simples que seja, é motivo para comemorar. Cheguei na fase adulta com alguns conceitos e fui me desfazendo deles aos poucos. Não valia a pena alimentá-los [mais ao final ele conta que trata-se do apego às coisas materiais].

'Foi doloroso, mas, eu quis comprar uma briga comigo mesmo'
‘Foi doloroso, mas, eu quis comprar uma briga comigo mesmo’

Internação da mãe
No final de 2008, já debilitada por causa de uma doença autoimune que se chama Síndrome Sjogren, minha mãe foi internada para acompanhamento médico e início de um novo ciclo de medicação imunossupressora. Depois de 15 dias ela já estava com sérias complicações e foi internada na UTI.

Meu pai, no horário da visita médica, sofre um infarto no saguão do hospital. Lembro bem que nesse dia eu olhei pro céu e pedi a Deus que me desse ombros mais largos, pois o fardo estava pesado. A situação do meu pai era crítica, a da minha mãe irreversível. Eu estava na eminência de perder os dois ali, a qualquer minuto. Sentia medo, mas, mais do que medo, eu sentia uma dor enorme de não poder conviver com a alegria dele e a sabedoria dela.

Eu nunca ficava só, tinha o apoio de muita gente querida e da família. Passava os dias e noites no hospital, meus amigos e minha família se revezavam numa escala dolorosa de horários, inclusive me velando o sono. Quando eu fraquejava, ajoelhava e pedia a Deus que fosse feita unicamente a sua vontade e não a minha. Acho que foi a partir desse período que comecei a trabalhar em mim o desapego.

Sentia uma dor tão gigante ao entrar no leito das UTI´s e ver meus pais imóveis, entubados, com várias complicações, que reunia forças, e entregava ao Pai a vida de cada um. Sinceramente, não pensava em mim, na dor que iria sentir quando um deles partisse.

Lembro que um dia, na capela do hospital, minha tia (irmã da minha mãe), me falou: ‘eu não consigo entregar a vida da minha irmã assim tão fácil, queria que ela lutasse’. Eu respondi: ‘eu também pensei que nunca fosse conseguir. Estou cansado, ela também. Entrego a Deus para que ele a conceda o melhor’. Ficamos calados.

Fiquei conhecido no hospital como “o rapaz que está com o pai e a mãe hospitalizados e é filho único”. Lembro que foi a época que mais me senti acariciado e fortalecido na vida, vinha gente de todo canto e de todas as crenças me dar apoio. Tive inúmeras conversas que levarei pela vida inteira.

O adeus
No início de 2009, mais precisamente dia 6 de janeiro (Dia de Santos Reis), às 4h50, o telefone toca. Era do hospital. Naquele momento eu já sabia o que ocorrera, tinha perdido um dos dois. Acompanhado sempre por amigos e pela família, chegamos ao hospital e fui informado que minha mãe havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e falecido.

Nessa época, meu pai apresentava melhoras. Fazia uns quatro, cinco dias que havia saído do coma, e eu o visitava diariamente. A pergunta que eu ouvia era sempre a mesma: ‘e sua mãe?’. Eu sempre respondia: ‘pai, situação complicada, o quadro dela está irreversível, acho que não teremos mais a companhia dela em casa’. Ele virava o rosto para chorar.”

Naquela manhã, eu queria que a dor passasse rápido. Junto com as irmãs da minha mãe, decidimos que faríamos um velório rápido, seguido por missa e enterro. Reuni forças, juntei dois amigos a tiracolo e fui fazer a visita do meu pai, como de praxe, antes de ir ao velório. A fatídica pergunta veio e já aconselhado pelo médico, não pude ser sincero. ‘Menti’.”

Meu pai soube da morte da esposa 15 dias após o ocorrido, ainda na UTI e por meio de uma junta médica, composta por cardiologista, psicólogo, assistente social, junto comigo e seus dois melhores amigos. Embora eu já viesse o preparando, foi doloroso para ele e para mim.

Com fé, ele saiu do hospital. E é ai que vem a parte mágica nisso tudo. Hoje, vejo que sabiamente Deus me deu uma oportunidade de conviver com o homem, que muito embora eu o admirasse, pouco tempo tinha para que ficássemos juntos devido ao trabalho.

Estávamos agora eu e ele, convivendo como amigos, em um apartamento pequeno. E ele saiu do patamar de pai, para se tornar meu filho. O envolvi em todas as minhas rotinas, de saída com amigos, até a ida ao cinema e caminhadas no parque. Como ele não dirigia, eu ia deixá-lo e buscá-lo na casa dos amigos. Desenvolvemos uma cumplicidade que nunca havíamos tido (sempre fui mais próximo da minha mãe).

Mas, ainda assim, ele havia perdido o ânimo pela vida. Lembro que um dia cheguei em casa do trabalho e o encontrei chorando baixinho no quarto, por impulso, pedi que ele me ajudasse a superar aquilo, que eu também sentia muita falta da minha mãe, mas ela não voltaria mais.

Ele apenas me falou uma das frases mais bonitas que escutei até hoje: “o amor que você sente pela sua mãe, é de filho. O meu, é de homem, esposo”. Ali, percebi, que vivíamos dores diferentes e fui forçado a respeitar o seu tempo.

Em setembro, ainda abatido, com 38 quilos a menos, ele sofre outro infarto, segue para o hospital, fica hospitalizado por sete dias e no dia 14 de setembro de 2009, exatos oito meses e nove dias após a perda da minha mãe, vai ao encontro dela.  Acho que ele morreu de saudade.

Sinceramente, fiquei sem chão.

Uma amiga, enquanto eu estava velando o corpo do meu pai, foi na minha casa, fez duas malas de roupas minhas e, na saída do enterro, me puxou pelo braço e disse: “a partir de hoje, você mora comigo”.  Senti como se um anjo tivesse me segurado no colo, e com ela eu morei por quase três meses, até sair do apartamento, mudar para um outro e encarar a vida de frente.

Fui ao fundo do poço, mas como certa vez minha analista disse: “a morte tem dois fatores importantes: Ou ela te faz afundar junto com ela, ou, você pega impulso, aproveita a vida e vive da forma como você nunca viveu”. Eu, preferi a segunda.

Sofri, sofri muito. Mas, quando decidi que iria levantar, reuni toda a garra do mundo e imaginei: “Nada de pior pode me acontecer, já perdi o que tinha de mais valioso na vida. Que agora venha só alegria”.

Voltei ao mercado de trabalho, comecei a ocupar o meu tempo, fui visitar alguns amigos que moravam distante de mim e em maio de 2010 vim à Brasília, visitar uma prima, me encantei com a cidade, recebi um convite dela e quatro meses depois, como forma sábia de fugir de algumas dores que ainda me rondavam, mudei para a capital federal.

Aqui já reconstrui muita coisa, tenho bons amigos, um bom trabalho, sinto-me querido e envolvido no dia a dia da cidade. Se vou ficar aqui até o fim da vida, não sei. Hoje, nada me prende em lugar nenhum. Sou do mundo.

Não sou casado, não tenho filhos, mas sou padrinho de quatro afilhados. Cada um(a) me dá uma alegria diferente.

‘Quis comprar uma briga comigo mesmo’
Bom, pelo que Alyryo me disse, hoje sempre busca uma forma de preencher o tempo vago. Vai ao cinema, encontra amigos. “Nos finais de semana gosto de sair pela cidade com a máquina em punho e fazendo fotos ou de ficar escrevendo no computador crônicas ou textos sobre filmes. Ocupo a mente o tempo inteiro, se eu parar, penso sempre em besteira.”

“Foi doloroso, mas, eu quis comprar uma briga comigo mesmo. E hoje me considero um vencedor. Perder na vida dói muito, e perder quem se ama, dói mais ainda. E chega a ser uma dor física. Reunia forças cada vez que o desânimo me batia à porta e jogava para o alto a tristeza embora. Lembro que um dia, me veio uma vontade muito forte de pular da janela do prédio da amiga que me acolhia após morte do meu pai, era uma voz que me dizia: “pula, você não tem mais nada na vida mesmo’. Me tranquei no quarto e fiz uma oração forte. Aprendi que ou a gente chuta o fantasma da morte para bem longe, ou ele monta na gente. Tive todos os distúrbios recorrentes do luto e brigo com todos até hoje (ansiedade, compulsão alimentar – engordei 14kg, insônia, irritação, fadiga profunda), mas, tenho consciência que não dá para vencer todos de uma vez. Bem acompanhado eu venci a balança e voltei para o meu peso, ainda faço uso de medicamentos para estabilizar meu humor e mesmo quando não estou com pique, encontro força nos meus amigos de academia e vou correr, malhar, viver. Entendi, que eles partiram por que era a hora de cada um e a minha hora, ainda está correndo.”

O sentido da vida: ‘estar vivo e respirando’
Sobre o sentido da vida, ele me disse: “Hoje pensando aqui, depois disso tudo, o sentido da vida para mim é estar vivo e respirando. Tudo tem sentido. Antes eu cultivava a ideia do acumulo material como bem mais precioso, vi meu pai, um workaholic de primeira, construir muita coisa, mas não levar nada dentro do caixão além de um par de sapatos, uma calça e uma camisa. Quando o vi realmente partir, fiquei pensando: “meu Deus, tanto esforço, tanto corre-corre, para quê?”. Ele vivia planejando a viagem perfeita com minha mãe, o sonho de comprar o carro que sempre quis. E nunca realizou”.

“Eu até então cultivava a mesma ideia. Pensava aqui, quero conhecer tal país, mas vou esperar a companhia de alguém especial. Quero ir no cinema, mas ninguém topa. Moral da história: no ano passado conheci a cidade que eu era louco para conhecer desde de adolescente e não esperei por ninguém, além de mim, para realizar esse sonho. Hoje penso, se estou vivo e tenho condições físicas, eu tenho tudo. Nunca descobri tanta força. As vezes olho pra trás e penso: “Só me resta agradecer, por tudo”. Resumindo, o sentido da vida pra mim é o simples fato de estar vivo.”



Referência : 
https://vidaria.com.br/2014/04/27/filho-unico-ele-perdeu-a-mae-e-em-seguida-o-pai-foi-tambem-de-saudade-o-sentido-da-vida-e-estar-vivo/

Acesso em: 18/05/2016

Colaborou Tássia Hostin de Deus
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Terapia especializada em 'luto complicado' ganha espaço no país





Há sete anos, a publicitária Mariane Maciel, 38, estava se recuperando da perda da mãe, vítima de um câncer havia poucos meses, quando teve sua vida transformada mais uma vez. Seu noivo, Leo, estava entre os 228 passageiros do avião da AirFrance que caiu na costa brasileira.

Ele tinha vindo da França, onde fazia um doutorado, para formalizar o pedido de casamento a Mariane.

As duas perdas consecutivas fizeram com que a publicitária procurasse uma terapia de luto –especialidade da psicologia que visa ajudar a pessoa a processar sua perda. A modalidade, dizem especialistas, cresce no Brasil.

"Quando comecei a trabalhar com isso, ouvia piadinhas. As pessoas me perguntavam: mas luto não é normal? Pode ser ou pode não ser", diz a psicóloga Maria Helena Franco, criadora, há 20 anos, do Laboratório de Estudos do Luto na PUC-SP.

"Tínhamos poucos pacientes no começo. Hoje, temos lista de espera", diz.

No caso de Mariane, foram cinco meses de terapia de luto. Primeiro, com dois encontros na semana; depois, um. Ela procurou a clínica de psicologia especializada Quatro Estações, em São Paulo.

Nas sessões, fazia exercícios, recebia indicações de leitura e falava bastante.

"Aos 30 anos, meus amigos ainda não tinham lidado com perdas como as minhas", diz a publicitária. "Você se vê sozinho e pressionado para ficar bem logo."

Não é todo enlutado, porém, que "precisa" da terapia de luto. Quem perdeu seus entes de maneira repentina ou em situação de violência pode se beneficiar mais da abordagem. Pode ser o caso também de quem sofre o chamado luto complicado –o antigo "luto patológico".

Segundo Luciana Mazorra, especialista no atendimento a enlutados da Quatro Estações, o luto é uma oscilação entre o sofrimento da perda com momentos em que a pessoa segue a vida. "Quando o indivíduo fica preso no sofrimento e não consegue seguir a vida, o luto é complicado."

A proposta do terapeuta varia de acordo com o caso. Um dos exercícios envolve a criação de uma caixa de lembranças da pessoa que morreu, conta Luciana. Mas, para quem se sente desconfortável, há outras propostas.

A também publicitária Rita Almeida, 56, fez terapia de luto e terapia convencional –que já fazia antes– após a morte de seu filho, Paulo, 28, há quatro anos. Ela recebeu a notícia pelo telefone. O filho estava trabalhando em Londres. "As pessoas não querem falar sobre morte", diz. "A terapia de luto me ajudou a entender o que eu estava sentindo. Você descobre formas de conviver com a dor."

O luto das mães também é bastante valorizado –incluindo a perda gestacional.

"Haverá momentos de muita tristeza ao longo da vida", diz Ana Beatriz dos Santos, psicóloga do HC da USP e membro do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP.

Mães que perderam seus filhos costumam ser ativas em grupos de ajuda. Rita ajudou a criar o Vamos falar sobre o luto, site que reúne histórias de enlutados e é comandado por sete amigas com diferentes experiências –incluindo Mariane.

"Há uma espécie de cerco do silêncio. Quem sofre, quem está doente ou por perto evita falar sobre o assunto", diz Ana Beatriz. Para quem está convivendo com enlutados, a indicação é estar por perto e ouvir sempre que a pessoa quiser falar a respeito.


Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Sabine Righetti -  Colaboração para Folha

Referência:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/06/1781223-terapia-especializada-em-luto-complicado-ganha-espaco-no-pais.shtml

Acesso em 23/06/2016

Colaborou Tássia Hostin de Deus -
Coordenadora do Serviço Social do Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Palestra no Boa Vida: "A morte como Conselheira"

Nos dias 31/05 e 29/06 a psicóloga - Patrícia dos Santos, ministrou palestra/
encontro conforme denominado por ela e intitulado " A morte como Conselheira". Novamente nos provocou reflexões sobre a morte e consequentemente sobre a vida a qual vivemos, sobre nossas atitudes diárias, nossas escolhas e sobre nosso tempo; 
não somente o tempo mensurável do relógio, do calendário (Chronos), 
mas também o tempo vivido, aquele do qual vivemos no momento presente (Kairós).
Houve a participação ativa dos colaboradores, de forma a contribuir e enriquecer as discussões, também foram realizadas atividades em grupo e individuais. 
O resultado é uma equipe que se permite falar sobre a morte, mais qualificada para os atendimentos que envolvem perda e luto, também permite rever a vida com um olhar 
mais atento ao que nos move e nos é significativo; o que nos traz sentido e realização.

“Não, não, a Morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e nos convidando à sabedoria de viver. (Rubem Alves)


Fotos da primeira turma:




                                                               Fotos da segunda turma:





Colaborou Patrícia dos Santos -
Psicóloga do Boa Vida
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br