quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Reflexão, ansiedade na véspera de final de ano ...





De alguns anos para cá, nota-se o crescente número de pessoas que se referem às festas de fim de ano como uma causa de estorvo, tristeza e frustração.

Parte da causa disto é a mídia, que transmite uma imagem forçada desta época do ano: 'repleta de alegria, harmonia e realizações'. A perplexidade das pessoas aumenta à medida que a mídia torna-se mais agressiva, ano após ano, com o intuito de aumentar o desempenho das vendas nesta época, e as pessoas se deparam com dificuldades cada vez maiores em função de crises econômicas, desemprego, arrocho salarial, violência e incerteza em relação ao futuro.

As pessoas veem-se enredadas em um paradoxo: ligam a TV, leem o jornal e as mensagens que lhes são enviadas insistentemente diferem na maioria das vezes da realidade do que elas vivem e sentem. Muitas pessoas, carentes de uma estrutura interna, passam a acreditar que aquela imagem vendida é o real e que elas vivem uma vida errada e fora dos padrões. Em função disso, elas gastam grande parte de suas energias físicas e mentais tentando aparentar uma alegria que não sentem, comprar o que não podem (e nem precisam), distribuir presentes por obrigação (pois há uma associação forçada entre dar presentes e demonstrar amor), distribuir sorrisos que facilmente se desfariam em um ricto (contração labial), não fosse o esforço do riso forçado.

Outro fator causal pode ser creditado à ansiedade e ao perfeccionismo. Pessoas ansiosas podem chegar ao final do ano frustradas e sentindo-se fracassadas porque chegaram até lá sem conseguir cumprir todas as metas que traçaram, embora raramente levem em consideração a possibilidade de terem sido irrealistas ou exigentes demais consigo mesmas, definindo metas difíceis de serem alcançadas. Além disso, tanto perfeccionismo também se reflete nos preparativos para as festas e nas imagens que querem passar para a família e amigos. O desgaste mental provocado por um esforço em agradar a todos e contemplar tudo, organizar, preparar e servir já é tão inevitável para uma pessoa perfeccionista, que seu nível de ansiedade começa uma escalada ascendente assim que surgem as primeiras propagandas de Natal e Ano Novo.

Um terceiro fator está relacionado à necessidade que muitas pessoas têm de enquadrar-se em um modelo ideal: esta é a época do ano para estar em paz e transbordar alegria, amor e compreensão para com os outros, principalmente com a família. Ora, se uma família vive em conflitos durante todo o ano, não será em uma determinada noite que tudo se resolverá como num passe de mágica. 

No entanto, a imagem idealizada de Natal é justamente a de estar em perfeita harmonia com a família, o que nem sempre é possível em virtude do estresse crescente estar afetando diretamente as relações familiares e as exigências cada vez maiores no mundo do trabalho estão tirando a maior parte do tempo e do ânimo para se estar em família. Isto é especialmente doloroso para as pessoas que se encontram sozinhas, longe da família ou que não tenham família. Para estas pessoas é literalmente impossível estar na companhia de familiares e enquadrar-se na imagem ideal de passar esta época do ano em harmonia com a família. Esta idealização faz com que elas desejem algo que não têm e que, muitas vezes, nem sentem falta ou que pelo menos estejam adaptadas. Esta "falta" fabricada surge com força no fim de ano, e as pessoas precisam refletir se é isto o que elas realmente desejam ou se elas estão tentando somente se enquadrar em um modelo e assim sentirem-se bem perante a sociedade.

Dicas para não se deprimir no final do ano

- Evite fazer autoavaliação e projetos futuros. Autoavaliações devem ser feitas semanalmente, com planos divididos em pequenas etapas, para não atrapalhar-se com a complexidade ou grandiosidade dos planos. Assim, pode-se adaptar seus planos ao contexto de cada momento. O Natal deve ser visto como época para relaxar e não para provar competência.

- Não deixe tudo para a última hora. Faça as compras com antecedência para não se deixar levar pelo entusiasmo desta época e gastar sem pensar.

- A compulsão por compras pode agravar-se nesta época. Para quem é compulsivo, deve-se evitar sair com cartão de crédito e cheque. Ande com a quantidade de dinheiro necessária para os gastos previstos ou só com uma folha de cheque, se for o caso.

- Para quem está solitário e se sente deslocado da família, o ideal é parar para refletir sobre o tipo de comemoração que a pessoa realmente sente desejo em fazer. Por exemplo, viajar ao invés de pensar em festas de família; compartilhar com os amigos sentimentos sobre as festas de fim de ano; dar a si mesmo aquele presente que sempre quis, mas se negava por achar caro, etc.

Fonte: Dra.Ana Beatriz Silva- Psquiatra.


Redação Vya Estelar 01/01/2016 COMPORTAMENTO

Referência em :

http://vyaestelar.uol.com.br/post/8186/dicas-para-nao-se-deprimir-no-final-do-ano?/solidao_fim_de_ano.htm


Acesso em 07/12/16.

Colaborou: Tássia H. de Deus.
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Tchau 2016 ! Seja bem vindo 2017 !


Acreditamos que a receita para o sucesso na vida e aqui especialmente para a realização profissional é colocar amor no seu trabalho e no cuidado com o outro.
E nós do Serviço Social Boa Vida que trabalhamos diariamente com a dor do outro formamos um time que acolhe, escuta, orienta e oferece todo o suporte necessário para passar pelo momento da perda do ente querido.
Não é a toa que o símbolo do Serviço Social no Boa Vida é este:



Um coração que dentro dele possui amor e muitas outras qualidades dispostas a oferecer ao cliente!!!

Desejamos a todos os clientes um Natal de muita fé, otimismo, amor e união.
Que em 2017 os nossos sonhos se tornem realidade e que possamos colher todo bem plantado no decorrer desse ano!
Obrigada pelo reconhecimento de todos os clientes, colaboradores e parceiros!


Time do Serviço Social Boa Vida (foto abaixo):

Da esquerda para direita:

Sr.João (realiza assistências aos velórios), Tássia (Assistente Social), Patrícia (Psicóloga), Ademir (leva os clientes ao cartório e realiza assistências aos velórios) e David (realiza assistências aos velórios)







Colaborou: Tássia H. de Deus.
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br




terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Boa Vida: 18 anos!!!!



Em dezembro o Boa Vida completou 18 anos!
São 18 anos prestando atendimento de forma humanizada ao cliente;
São 18 anos construindo em degrau a degrau uma história linda, de sucesso, de honestidade e de serviços de ótima qualidade;
São 18 anos acreditando na importância de se ter um plano de assistência ao funeral completo;
São 18 anos se encaixando em normas, mas ao mesmo tempo se reinventando e inovando.

Foram mais 7.478 óbitos assistidos pelo plano. Isso equivale a mais de 1 óbito por dia.
Mais de 18.681 materiais de recuperação emprestados.
Mais de 1.000 parceiros já foram/são credenciados ao plano.
Foram vários colaboradores que iniciaram sua trajetória profissional no Boa Vida.

E por último, mas de forma especial são mais de 20.000 clientes conquistados nesses 18 anos de atuação do plano.

Nossa história só foi construída e é perpetuada porque teve um gestor que acreditou nela. Teve alguém que estudou, elaborou e edificou a mesma.
E esse gestor vendeu a sua ideia de negócio ao seus funcionários que abraçaram a causa e assim começaram a vender a ideia para seus familiares, seus amigos e parentes. E aos poucos o Boa Vida foi ganhando espaço, se consolidando no mercado e tornou-se o plano de assistência funeral completo referência em Blumenau e nas cidades da região do Vale do Itajaí.
Sentimento de satisfação, orgulho, alegria e principalmente de agradecimento ronda nosso coração e a certeza de que quando se acredita em sonhos, vale a pena estudar, elaborar e ter a atitude de investir.
Parabéns Boa Vida!
Parabéns aos colaboradores que embarcaram nessa ideia desde o início.
Parabéns aos colaboradores do Boa Vida.
Obrigada aos clientes que acreditaram e acreditam nesse projeto.
Obrigada aos parceiros pela confiança.




Escrito por: Tássia H. de Deus.
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida

E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Acolha a sua dor ... relato da namorada que perdeu o namorado num acidente aéreo em 2009




O acidente com o time da Chapecoense comoveu o mundo. Sei que dói e vai doer por muito mais tempo do que a cobertura e a comoção nacional. Diante de uma outra tragédia, aprendi que era preciso acolher a dor com paciência. As palavras do poeta Rainer Maria Rilke me fizeram companhia naqueles tempos

Era uma outra manhã, primeiro dia de Junho de 2009. Saí bem cedo de casa para fazer a vistoria do carro e, ainda no trânsito, meu celular tocou. Uma amiga me perguntava em qual vôo o Leo, meu namorado, havia embarcado na noite anterior. Era o 447 da Air France, que ia do Rio de Janeiro a Paris levando 228 pessoas e seus sonhos, e que caiu destruindo a todos que amavam esses passageiros.

Minutos depois o Brasil parou para narrar tamanha tristeza. Ainda não havia Facebook, mas as TVs, os jornais, as revistas, os sites e o Orkut fizeram seu papel. Foram semanas de cobertura pela imprensa, meses de busca pelos destroços e corpos, anos até a finalização dos processos burocráticos e investigações.

O acidente se tornou um espetáculo público, mas nossa dor foi absolutamente particular.

Eu pouco acompanhei o que era dito e exibido: não me interessava o acidente, eu tentava digerir a notícia de que ele havia sido subtraído subitamente de nossas vidas. O barulho de dentro já era grande demais e escolhi ficar alheia às matérias investigativas, essas que vemos o tempo todo na cobertura da imprensa. A pouca energia que tive nas primeiras semanas iam para os cuidados pessoais, as visitas, alguns telefonemas e emails, as leituras e a escrita. Os familiares e amigos do Leo eram meus pares, e não tive contato com familiares de outras vítimas.

Mais de sete anos se passaram e há uma semana penso se tenho algo a dizer às famílias e aos amigos da tragédia com o time da Chapecoense. Cada frase que eu escrevo é deletada na sequência. Só sei que dói e vai doer por muito mais tempo do que a cobertura e a comoção nacional.

Gostaria que minhas palavras tivessem força de abraço, mas não sou boa escritora para tanto. Então resolvi pegar algumas emprestadas de um poeta de verdade, que sem saber me ajudou imensamente nos meus momentos mais difíceis e me inspirou a acolher com paciência a dor que sentia. Palavras do Rainer Maria Rilke em ‘Cartas a um Jovem Poeta’, livro que recebi de presente de uma querida amiga de projeto e de vida e que me acompanha há muitos e muitos anos.

O livro é um clássico encontrado em qualquer livraria física ou online. Não é sobre o luto, mas é sobre a vida e a coragem que ela nos pede. E, também, sobre a importância de aceitarmos a passagem da tristeza e seu poder transformador em nossas vidas.

Separei alguns trechos da ‘Carta de 12 de Agosto’, a minha preferida, para dividir com quem precisar de força e colo. Que vocês sejam cercados de amor e cuidados. Sinto muito.


“Borgeby Gard, Flàdie, Suécia,

12 de agosto de 1904

Quero conversar de novo com o senhor por um momento, meu caro Kappus, embora não possa dizer quase nada que o ajude, quase nada de útil. O senhor teve muitas e grandes tristezas que passaram. E diz que mesmo esta passagem foi difícil e perturbadora. Mas, por favor, avalie se essas grandes tristezas não atravessaram o seu íntimo, se muita coisa no senhor não se transformou, se algum lugar, algum ponto do seu ser não se modificou enquanto o senhor estava triste. Só são ruins e perigosas as tristezas que carregamos em meio às pessoas para dominá-las; como doenças que são tratadas de modo superficial e leviano, elas apenas recuam e, após uma pequena pausa, irrompem ainda mais terríveis. Essas tristezas se acumulam no íntimo e constituem a vida, constituem uma vida não vivida, desdenhada, perdida, de que se pode morrer. Se nos fosse possível ver além do alcance do nosso saber, e ainda um pouco além da obra preparatória do nosso pressentimento, talvez suportássemos as nossas tristezas com mais confiança do que nossas alegrias. Pois elas são os instantes em que algo de novo penetrou em nós, algo desconhecido; nossos sentimentos se calam em um acanhamento tímido, tudo em nós recua, surge uma quietude, e o novo, que ninguém conhece, é encontrado bem ali no meio, em silêncio.

Acredito que quase todas as nossas tristezas são momentos de tensão, que sentimos como uma paralisia porque não ouvimos ecoar a vida dos nossos sentimentos que se tornaram estranhos para nós. Isso porque estamos sozinhos com o estranho que entrou em nossa casa, porque tudo o que era confiável e habitual nos foi retirado por um instante, porque estamos no meio de uma transição, em um ponto no qual não podemos permanecer. É por isso que a tristeza também passa: o novo em nós, o acréscimo, entrou em nosso coração, alcançou seu recanto mais íntimo e mesmo ali ele já não está mais – está no sangue. E não percebemos o que houve. Seria fácil nos fazer acreditar que nada aconteceu, no entanto nos transformamos, como uma casa se transforma quando chega um hóspede. Não somos capazes de dizer quem chegou, talvez nunca cheguemos a saber, mas vários sinais indicam que o futuro entra em nós dessa maneira, para se transformar em nós muito antes de acontecer.

(…)

O futuro permanece firme, caro senhor Kappus, mas nós nos movemos no espaço infinito.

(…)

Assim, não é preciso se assustar, meu caro Kappus, quando uma tristeza se ergue à sua frente, tão grande como o senhor nunca viu; quando uma inquietação passa por sobre as suas mãos e perpassa todas as suas ações, como a luz e as sombras das nuvens. É preciso pensar que acontece algo com o senhor, que a vida não o esqueceu, que ela segura sua mão e não o deixará cair. Por que o senhor pretende excluir de sua vida qualquer inquietude, qualquer dor, qualquer melancolia, sem saber o que essas circunstâncias realizam? Por que perseguir a si mesmo com estas perguntas: de onde pode vir tudo isso e para onde vai?

(…)

Agora acontece tanta coisa em seu íntimo, meu caro Kappus. É preciso ter paciência como um doente e ter confiança como um convalescente, pois talvez o senhor seja ambas as coisas. Mais ainda: o senhor também é o médico que tem de tratar de si mesmo. Mas em toda doença há muitos dias em que o médico não pode fazer nada além de esperar. E é isso, mais do que qualquer outra coisa, que o senhor, por ser seu próprio médico, precisa fazer agora.”



 Por Mariane Maciel


Referência em :

http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2016/12/05/acolha-a-sua-dor/

Acesso em 06/12/2016.

Colaborou: Tássia H. de Deus.
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Doação capela Salto Weissbach

            No dia 29 de novembro Sr. Ademir (que realiza assistência as capelas) e Tássia Hostin de Deus - Coordenadora do Serviço Social realizaram a doação de um Microondas e uma Chaleira Elétrica  para a nova Capela Mortuária da Paróquia Evang. Lut. do Salto Weissbach.

A nova capela mortuária localiza-se na Rua José Pedro Theiss, nº 100, bairro Salto Weissbach em Blumenau.

Na foto Sr. Ademir e Sr.Werner (responsável pela manutenção 
da Capela Mort. da Par. Evang. Lut. do Salto Weissbach):






Colaborou Tássia Hostin de Deus
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br