sexta-feira, 26 de maio de 2017

Doação de materiais de recuperação para ABLUDEF e Oficina de Deus:

O Boa Vida é uma empresa que se preocupa com a responsabilidade social. E através de ações sociais promove o bem-estar dos clientes e público no geral.

Para tanto realizou a doação de alguns materiais de recuperação usados mas em bom estado a duas instituições em Blumenau.

O primeiro foi para ABLUDEF que fica na Rua ao lado do Terminal da Fonte:

Na foto (Esq. para dir.)

 Tássia, Percy (da Abludef), Ademir e Karolline:


Percy (da Abludef): 




Abaixo alguns materiais que foram doados a Oficina de Deus *:




* A Oficina de Deus foi criada há 3 anos pela Sonia e Dudu. Eles trabalham numa borracharia e tiram o final de semana para consertar, pintar cadeiras de rodas e de banho e emprestam a população sem custo. 



Colaborou Tássia Hostin de Deus
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

terça-feira, 23 de maio de 2017

Vamos educar para a morte?

Uma outra reportagem interessante que fala sobre Educação para Morte, algo que nós do Serviço Social do Boa Vida acreditamos que auxiliaria e muito as pessoas a passarem pelo processo de luto.


Uma médica norte-americana decide quebrar o tabu e propõe um programa de Educação para a Morte nas escolas para alunos do ensino médio

Não é possível que falar sobre a morte em salas de aula seja um tabu ainda maior do que ensinar sobre sexo nas escolas.

Esse pensamento levou a médica especialista em cuidados intensivos e paliativos Jessica Nutik Zitter, que atua em um hospital em Oakland, Califórnia, Estados Unidos, a criar e dar a primeira aula de um inovador programa de Educação para a Morte para uma turma adolescentes do ensino médio na escola privada (e progressista) em que sua filha estuda na mesma cidade.


A comparação que a Dra Zitter, autora do livro Extreme Measures: Finding a Better Path to the End of Life (Medidas extremas, encontrando um caminho melhor para o fim da vida), faz com a Educação Sexual faz sentido. Depois de muita polêmica e constrangimento em torno do tema no século passado, quase ninguém mais duvida que seja muito importante dar aulas de orientação sexual para os jovens nas escolas. E sobre a morte? A primeira reação contra a ideia é de que se trata de um “assunto mórbido”. A segunda é questionar qual seria de fato a importância de falar sobre algo que é inexorável a todo ser humano e com o qual vamos, afinal, nos deparar no momento certo.

A primeira resistência não faz sentido: falar da morte não é mórbido ou depressivo. Tampouco atrai a morte e ou faz alguém desejá-la. Pode-se comparar essa postura com a resistência a falar com adolescentes sobre o sexo nas escolas “para não dar ideias”. Bobagem: quanto mais falamos sobre o fato de que vamos morrer algum dia, mais compreensão teremos a respeito da nossa própria finitude e saberemos conviver naturalmente com esse fato. Para o segundo questionamento, sobre “o que se ganha ao falar e entender melhor a morte”, a médica tem respostas contundentes no seu dia a dia com pacientes terminais. Em um artigo para o jornal americano The New York Times, a Dra Zitter faz um depoimento franco: “Eu gosto muito de usar tecnologia e procedimentos de ponta para salvar a vida de meus pacientes nas unidades de terapia intensiva”, escreve. “Mas eu também sou testemunha do profundo sofrimento que esses mesmos procedimentos e técnicas podem infringir aos pacientes que estão próximos do fim. Muitos deles morrem em condições ‘supermedicalizadas’, onde os cuidados críticos são usados como norma, mesmo quando já não poderão ajudar quem está à morte. Muitos dos meus pacientes nas UTI passam seus últimos dias ligados a máquinas de respiração, tubos alimentares. ”



Segundo os especialistas em cuidados paliativos a maioria dos pacientes,se pudesse optar, preferiria morrer em casa . Pesquisas recentes indicam que 80% dos americanos fariam essa opção mas apenas 20% deles conseguem realizar esse desejo.
E aqui está a necessidade de uma Educação para a Morte. A maioria de nós escolheria morrer de uma forma planejada, o mais confortável possível, cercado por quem amamos. “Mas não podemos planejar a nossa morte se não soubermos que estamos morrendo. Nós precisamos aprender como criar um lugar para a morte nas nossas vidas e também a aprender como ter um plano para ela”, escreve a Dra Jessica. “O fato é que, quando os pacientes estão preparados, eles morrem melhor.”

A médica propõe que a Educação Para a Morte entre na grade curricular de todas as escolas do ensino médio. “Eu vejo esse currículo como uma responsabilidade social. Pode soar radical, mas pense comigo: por que a morte deveria ser considerada mais tabu do que o sexo? Ambos são parte natural da vida. Podemos achar que é amedrontador para a garotada falar a respeito, mas eu acredito que as conseqüências de uma má morte são muito mais assustadoras”.

Em sua aula inaugural, a dra Jessica e seu colega, dr Dawn Gross, trataram de colocar na mesa, de cara, os termos mais desconfortáveis: morte, câncer, demência. “Mostramos aos alunos videoclipes de resgates não-realistas em programas de TV como Grey’s Anatomy e os desmistificamos. Descrevemos a realidade nos centros de terapia intensiva sem meias-palavras: os efeitos do prolongamento da vida através de máquinas, a contenção física para os tubos e agulhas, o isolamento“.

Depois dessa abordagem disruptiva, passaram a apresentar a parte reflexiva da aula. Ensinaram os alunos a jogar um jogo de cartas chamado Go Wish , desenhado para facilitar às famílias a abordagem de temas difíceis e necessários de serem conversados: ao jogar com seus amigos ou parentes que estejam atravessando doenças graves, ficamos sabendo, de forma mais lúdica e suave, o que julgam ser importante ou não para eles na perspectiva da morte. A aula abordou também estratégias de conversação com pessoas perto do fim e incentivou os alunos a pensar em de que tipo de cuidados desejariam para seus próprios momentos terminais. A princípio, os alunos ficaram impactados com as imagens dos doentes em hospitais. A seguir, mostraram-se comovidos e inspirados com a proposta de conversar sobre o tema com os avós ou parentes doentes. Alguns falaram pela primeira vez sobre como desejam morrer cercados de amor e livres dos tubos e agulhas. Com coragem e naturalidade, os médicos inauguraram na escola californiana um espaço inédito para um tema sobre o qual fala-se muito pouco: a morte das pessoas queridas, a nossa própria morte.

É difícil pensar em um programa assim possa vir a ser implantado rapidamente em escolas brasileiras. Ou mesmo que seja logo espalhado por outras instituições americanas. O que a Dra. Jessica Zitter fez foi plantar uma semente inspiradora que que pode nos ajudar a pensar em como tratamos do assunto com nossas próprias famílias, com nossos pais ou filhos. Vamos falar sobre a morte. Educar para a morte é ensinar a viver melhor.

 Por Cynthia de Almeida 10/04/2017

Referência:
http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2017/04/10/vamos-educar-para-a-morte/


Acesso em 18/05/2017



Colaborou Tássia H. de Deus - 
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O desabafo do príncipe sobre o seu luto reprimido

Nós do blog do Serviço Social Boa Vida, escrevemos nesta mídia social um pouco das nossas ações, mas sempre que possível usamos alguns sites de confiança para ler artigos interessantes sobre o luto. E aqueles artigos, aquelas histórias que tem haver com nosso trabalho, ou com o público que atendemos, trazemos para o blog e colocamos a disposição de nossos leitores. 

Abaixo consta a história do Príncipe Harry que foi procurar ajuda, terapia, 20 anos após a perda da sua mãe a princesa Diana.
Desejamos a todos, ótima leitura, ótima reflexão.


Ao quebrar o silêncio sobre a dor da perda da mãe, o Príncipe Harry fala como reprimir seus sentimentos durante 20 anos teve um efeito devastador sobre todos os aspectos da sua vida e encampa uma campanha para quebrar o tabu sobre distúrbios emocionais.



“O que eu fiz foi enterrar a cabeça no chão e nunca sequer pensar na minha mãe. Eu achava: “o que adianta lembrar? Nada vai trazê-la de volta”. O desabafo do Príncipe Harry da Inglaterra em uma entrevista de 30 minutos para uma jornalista inglesa (Bryony Gordon, do Daily Telegraph), marcou o fim de 20 anos de silêncio sobre seu luto pela morte da mãe, a Princesa Diana, vítima de um acidente de carro em agosto de 1997. O caçula Harry tinha então 12 anos, seu irmão, William, 15, e a figura do pequeno garoto ruivo, vestido a rigor, caminhando contrito no cortejo fúnebre da princesa, foi uma das imagens mais comoventes do trágico episódio. Quem acompanhou a comoção mundial da morte da bela Diana, deve se lembrar bem.

A vida e a realeza seguiram seu curso, os jovens príncipes cresceram e tiveram trajetórias diferentes: o mais velho, herdeiro do trono, hoje casado com a duquesa Kate Middleton e pai de duas crianças, sempre demonstrou serenidade e comportamento contido. Harry teve uma adolescência mais livre e rebelde, marcada por alguns flagrantes de festas, bebedeiras e atitudes menos convencionais para um membro da família real. Nada muito diferente de um adolescente comum, a não ser pelo fato de estar eternamente sob os holofotes.

Em seu inédito depoimento à imprensa, Harry disse que sofria crises de ansiedade durante os compromissos públicos da coroa durante os quais, revelou, esteve “próximo a um colapso total e na eminência de agredir alguém fisicamente”. “Foram dois anos de caos total “diz Harry, referindo-se ao ápice de sua crise, antes que finalmente decidisse procurar ajuda terapêutica e enfrentar a necessidade de cuidar do luto e de suas emoções. “Eu posso afirmar que perder minha mãe aos 12 anos e então reprimir minhas emoções pelos últimos 20 anos teve um efeito muito sério não apenas na minha vida pessoal mas no meu trabalho também”.

Quem o encorajou a buscar ajuda foi seu irmão William, a quem abençoa por isso e de quem sempre foi muito próximo. “Ele disse que eu realmente precisava lidar com meus sentimentos. Não é normal pensar que isso não vai afetar sua vida.” Foi a dor da perda e não o período estressante que passou no Afeganistão, onde prestou serviço militar, que mais o abalou: “a origem dos meus problemas emocionais está na perda precoce da minha mãe. Posso afirmar com certeza que não sou, felizmente, um daqueles militares que viu seu melhor amigo atingido por uma bomba ou teve que socorrer alguém mutilado em campo”. O seu trabalho em uma unidade de recuperação, entretanto, onde pode ouvir feridos e doentes falar sobre sérios danos mentais foi um ponto de virada em sua compreensão de si mesmo.

“Desde que aprendi a falar honestamente sobre os meus sentimentos, me sinto capaz de me empenhar com sangue, suor e lágrimas em fazer a diferença para os outros”.

Heads Together, a campanha britânica para quebrar o tabu sobre os distúrbios mentais
Heads Together, a campanha britânica para quebrar o tabu sobre os distúrbios mentais
Assim, ao lado do irmão e da cunhada, Harry abraçou a campanha Heads Together, que se propõe a quebrar o tabu dos distúrbios mentais. E a tratar com empatia e naturalidade as pessoas que sofrem de depressão, pânico, ansiedade, motivando-as a falar e assumir seus males. Em um dos vídeos que fizeram para apoiar a causa, o Príncipe William diz acreditar que uma simples conversa franca tem o efeito de uma medicação e pode fazer toda a diferença na vida de um jovem. “Quando você é jovem”, diz William, está enfrentando as questões escolares, as pressões sociais e começa a achar, pelas redes sociais, que a vida dos outros é perfeita. Então acha que deve haver algo de errado com você. E simplesmente esconde toda sua angústia e sofrimento. Há as feridas visíveis e há as feridas invisíveis, ninguém vê os efeitos que elas tem sobre você”.

O que a história dos príncipes mostra é que, como sempre dizemos aqui, todos os lutos são singulares mas têm em comum uma história de amor e a dor imensa da sua perda. Tentar ignorar esses dois lados em um processo de luto, apagando as memórias felizes ou reprimindo a tristeza e a saudade tem efeitos devastadores na vida de qualquer pessoa, principalmente sobre crianças ou jovens em formação. Os jovens príncipes ingleses não poderiam ter evitado a morte precoce da mãe mas podem, e hoje sabem disso, dar um final mais feliz à própria história.




 Por Cynthia de Almeida 01/05/2017

Referência:

http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2017/05/01/o-desabafo-do-principe-sobre-o-seu-luto-reprimido/

Acesso em 15/05/2017



Colaborou Tássia H. de Deus - 
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Doação de Cafeteira a Capela N. 1 da Itoupava Central

           Em abril Sr. João (que realiza assistência as capelas) e Patrícia dos Santos - Psicóloga do Boa Vida realizaram a doação de uma cafeteira para a Capela N. 1 da Itoupava Central.


Na foto (Esq. para dir.)
 Sr. João, Sra.Laurita  e Sr.Valmor (os dois últimos cuidam da capela mortuária):

Na foto (Esq. para dir.)
 Sr. João, Sra.Laurita  e Sr.Valmor (os dois últimos cuidam da capela mortuária) e a Patrícia:



Colaborou Tássia Hostin de Deus
Coordenadora do Serviço Social Boa Vida
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br