segunda-feira, 31 de julho de 2017

Boa Vida ganha livro: "Confissões do Crematório "


            O Boa Vida recebeu de Raquel Moritz 2 exemplares do livro chamado Confissões do Crematório escrito por Caitlin Doughty.

Raquel Moritz é publicitária aqui de Blumenau, leitora compulsiva e autora do Pipoca Musical (link aqui do lado) https://www.youtube.com/user/pipocamusical  e co-criadora do Vórtice Fantástico.

Este livro foi escrito pela Caitlin Doughty que há 8 anos trabalha na indústria funerária norte americana. Através da sua experiência sobre o trabalho, de forma bem objetiva e com um toque de humor relata o dia a dia do que acontece com a pessoa após o seu falecimento ao chegar numa funerária. Retrata ainda como a sociedade lida com o estigma da morte. O livro possui referências históricas, científicas e literárias. Vale muito a pena fazer a leitura!

Deixamos aqui nossa gratidão a Raquel por ter nos enviado os dois livros.





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Blumenau/SC

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Escrito por Tássia H. de Deus
Coordenadora do Serviço Social
E-mail: tassia.hostin@boavida.com.br

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Diferentes lutos diante de uma "mesma morte"


Queria ter aceitado as pessoas como elas são,
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração...(Epitáfio – Titãs)




 É com esse trecho da música dos Titãs que quero iniciar uma breve reflexão sobre as diferentes formas de vivenciar o processo de luto. Desde o nascimento somos arrebatados por diferentes perdas, no entanto, a morte é considerada a mais desorganizadora. Há estudos que comprovam que a morte de uma pessoa deixa no mínimo quatro pessoas em situação de luto. Podemos definir luto como um conjunto de respostas (interna e externa) a uma perda irrevogável. É uma experiência pessoal e única. Ainda que a perda seja da mesma pessoa, observamos que a reação de cada familiar se dá de maneira diferente entre si; cada indivíduo possui seus próprios recursos internos para expressar dor e sofrimento,  para dar vazão as emoções e expressar sentimentos.


No entanto, essas diferenças são ocasionadoras de muita angústia entre os familiares; por vezes geram até mesmo conflitos. Um dos motivos de conflito em decorrência de uma morte na família, se dá, pelo fato de que o senso comum estigmatiza aquele que não chora, ou seja, se não chora é porque não está triste ou tocado pela perda, não está sofrendo!.  Esta afirmação, além de não ser verdadeira, gera muita culpa naqueles que não conseguem expôr seu pesar e sofrimento pela morte de uma pessoa querida de uma forma visível e “esperada” pelos outros.
 Para o bem estar psicológico é importante que cada pessoa encontre a sua melhor forma de dar vazão a dor da perda, os canais de expressão nem sempre serão os mesmos, pois, assim como  encontramos no trecho da música Epitáfio, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração...


A dor do luto é preço que se paga pelo amor e pelo compromisso (Parker).


 Referências:
SOUZA, T. R. C; Morte e Luto: Desafios para os Profissionais de Saúde. Disponível em: http://www.nhu.ufms.br/Bioetica/Textos/Morte%20e%20o%20Morrer/MORTE%20E%20LUTO.pdf.
 Acesso em: 21/08/2014.

Uma  morte, diferentes Lutos. Disponível em: http://www.centromaieutica.com.br/textos/luto/UMA%20MORTE,%20DIFERENTES%20LUTOS.pdf. 
Acesso em 18/08/2014.


Colaborou Patrícia dos Santos – Psicóloga do Boa Vida, Especialista em Gestão de Pessoas, Formação em Tanatologia, Formação em Terapia Cognitivo Comportamental.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Competências no atendimento ao cliente !

Trabalhar com pessoas que perderam seu ente querido requer primeiramente identificação com o tema da morte. E na verdade tanto o atendente de funerária, ou nós do Serviço Social que atendemos ocorrências de falecimento não lidamos com a morte em si, lidamos com a vida dos familiares que aqui ficaram.




Temos como objetivo prestar uma assistência funerária de qualidade, com transparência, ética e compromisso com o cliente.

Uma prova de que lidamos com a vida das pessoas é começar pelo nome do Boa Vida que refere-se a levar uma boa vida. O objetivo principal do plano é realizar atendimento humanizado as famílias enlutadas.

Parece simples, mas o profissional que atende a família enlutada deve ter algumas competências importantes como: agilidade para orientar as famílias onde deve ir, paciência para repetir 2 ou 3 vezes se for necessário, sensibilidade para oferecer um copo de água, um lencinho de papel, equilíbrio emocional para compreender que algumas reações da família como a  raiva, a hostilidade são reações referente a dor da perda e não de caráter pessoal com quem está atendendo naquele momento.

Numa família onde todos querem falar ao mesmo tempo, querem ajudar e acabam se perdendo no meio de tantas informações, o profissional qualificado tomará as “rédeas” para controlar a situação e muitas vezes designará o caminho que a família deverá seguir, respeitando sempre a vontade da família.

Se colocar no lugar do outro e entender o que ele está sentindo, é importante para que o profissional cuide do bom atendimento e reflita: como eu gostaria de ser atendido caso eu fosse o cliente?

Augusto Cury que é escritor, psicoterapeuta, médico e psiquiatra relata que "a capacidade de se colocar no lugar do outro, é uma das funções mais importantes da inteligência. Demonstra o grau de maturidade do ser humano..."




Escrito por Tássia Hostin - Coordenadora do Serviço Social.
Referência: http://pensador.uol.com.br/textos_de_augusto_cury/3/
Postado por Serviço Social do Boa Vida às 13:58 Um comentário:  

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cartilha de Orientação ao Luto Materno

Olá seguidores,

             O Boa Vida recebeu no mês de junho as duas edições da Cartilha de Orientação ao Luto Materno, uma parceria da ONG Amada Helena e a Câmara de Vereadores de Gravataí/RS.
ONG Amada Helena  foi fundada em 2013 na cidade de Gravataí/RS, cujo objetivo é a conscientização sobre a falta de leitos de UTI neonatal, reivindicando ao poder público a falta desses leitos.
A Ong recebe este nome em memória a Helena de Oliveira Maffini que no ano de 2012 com 17 dias perdeu a vida. Os familiares a partir da dificuldade encontrada para ter acesso a UTI neonatal para Helena fundaram a ONG, cujo trabalho tornou-se mais abrangente com vários projetos envolvendo a humanização do luto materno proporcionando informação, orientação, promovendo uma transformação na vida das mulheres que sofrem com o abandono emocional após a perda de um filho e dando voz a estas mães. 


A cartilha é de distribuição gratuita! 
Você pode entrar em contato com Fabiana através do Facebook e solicitar as 2 edições da cartilha.



Clique abaixo:



Para ter acesso a  1ª edição da Cartilha:

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO AO LUTO MATERNO - 1ª edição, 2016
Para ler o e-book, basta clicar no link abaixo:
Para o download, clique no link a seguir que será redirecionado para a página de download, escolha free, espere terminar a contagem de 30 segundos, feche a poup e baixe a sua.
Tutorial para download da cartilha.


Colaborou Patrícia dos Santos CRP/SC 12/10686 
Psicóloga do Boa Vida
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Diferencial competitivo no setor funerário: Pessoas que enxergam pessoas






        Vivenciar a perda de alguém querido é uma experiência do qual nos provoca profundo entorpecimento, desorganiza, desloca. Já pensou se em um dos momentos mais difíceis da sua vida, ou seja, no dia em que a morte se fizer presente através da partida do seu ente querido; você pudesse além de contar com pessoas próximas de sua família ou amigos, contar ainda com uma equipe capacitada para lhe orientar, acolher, respeitar seu momento que, além de doloroso é também de muitas dúvidas e incertezas?

Dia após dia, percebo que a inovação no setor funerário vem dando espaço para algo que vai muito além de serviços prestados com qualidade (que aliás é o mínimo que a família espera), envolve o ser humano nas suas dimensões. Inovar neste setor requer ter como parte de sua equipe pessoas que enxergam pessoas, que inspiram segurança, que obtém as informações necessárias e as transmitem, favorecem a família uma escuta atenta as necessidades da mesma; que por vezes parece não estar muito claro nem mesmo para a própria família, já que a perda lhes “tira o chão”.

Outra forma de inovação é a inserção de profissionais de psicologia no setor funerário, o que demonstra antecipadamente ao cliente a preocupação com demandas emocionais advindas de perdas, e do ajustamento necessário à elaboração do luto. Oferece suporte e acolhimento necessários para aqueles que não encontram espaço tanto na sociedade quando no âmbito familiar para expressar o quão difícil é lidar com a morte, com a ausência e invisibilidade de quem partiu. Oferece um meio seguro para a expressão de sentimentos e auxilia na construção de um novo modo de seguir adiante, sem esquecer de tudo o que ainda vive e viverá daquele(a) que não estará mais acessível ao nossos olhos.

Internamente, o psicólogo capacita a equipe para esse atendimento delicado da família em crise pela morte de um dos seus, acolhe o profissional funerário que muitas vezes também é impactado pela causa (morte violenta), pessoa (criança, jovem por exemplo).

A qualidade dos serviços que é também medida em afeto é percebida constantemente por nós profissionais que diariamente recebemos elogios, abraços, carinho e palavras de gratidão de nossos clientes. E sabe porque? Por fazer exatamente aquilo que nos propomos a fazer... com amor, carinho, dedicação e com o coração. 
No final das contas a gratidão é nossa !!!!!!!






Escrito por Patrícia dos Santos - Psicóloga do Boa Vida - CRP 12/10686
E-mail: patricia.santos@boavida.com.br